Por que o abdominal não faz perder a barriga?

Os exercícios abdominais são obrigatoriedade nas academias e há muitos anos tem sido a grande esperança para mulheres que procuram pelo abdômen sequinho, digno de uma modelo capa de revista. Mas você sabia que abdominais convencionais não fazem perder a barriga? E pior, quanto mais abdominais você fizer, maior o risco de ficar com a barriga pronunciada? Veja o que a especialista em ginástica feminina, Verônica Motta, cita como os principais motivos para evitar os abdominais convencionais:

 

  • Eles trabalham a musculatura superficial: também chamada musculatura mobilizadora, quanto mais trabalhada e desenvolvida, mais hipertrofiada vai ficar.
  • A barriga fica saliente: muitas pessoas exageram nas repetições e na frequência dos abdominais na esperança de que a barriga seque. O efeito é exatamente oposto: a barriga fica saliente.
  • Existe uma camada de gordura antes do músculo: Essa camada, que pode ser fina ou grossa, os exercícios abdominais não eliminam. Ela diminui exclusivamente com a prática de exercícios aeróbicos e dieta.
  • A musculatura profunda precisa ser trabalhada: o trabalho abdominal deve ser feito de outra forma e usando a musculatura transversa. Isso vai devolver o tônus e afinar, de verdade, a cintura.
  • Cargas jamais: usar cargas pode deixar o corpo ainda mais “quadrado”, muito longe do aspecto torneado que as mulheres buscam.

 

O músculo transverso

O músculo transverso é um músculo profundo localizado abaixo do reto do abdômen e dos oblíquos externos e internos na região que se assemelha com uma cinta ou corselete, considerada a cinta fisiológica do corpo. Sua ação muscular acontece em situações como no vômito, micção, no parto e na expiração. A melhor ativação desse músculo pode acontecer com exercícios do Low Pressure Fitness (LPF), fazendo com que esse músculo desempenhe um papel fundamental na coluna, no reposicionamento dos órgãos internos, fortalecendo a região abdominal e criando uma cinta natural. “As curvas ficam bem femininas, a postura melhora e a respiração também”, conta Verônica que alerta, ainda, para os cuidados com a dieta e prática de exercícios. “Alimentação equilibrada e exercícios contínuos são fundamentais. Não existe milagre”, finaliza a especialista.

 

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