RPA Assistido: o poder do uso dessa ferramenta nos desktops

Por Valéria Fachetti, Gerente Sênior de Marketing para América Latina e Caribe

No mundo dos negócios, as premissas básicas para uma empresa se manter competitiva no mercado são: qualidade, alta produtividade e redução de custos. Para atender a esses três pontos, o setor de tecnologia aposta na Automação Robótica de Processos (do inglês, Robotic Process Automation – RPA). A ferramenta é um “software inteligente” que realiza atividades repetitivas de maneira rápida, eficiente e precisa. Geralmente, essa tecnologia é direcionada para executar o trabalho em uma área virtual ou em um servidor de back-office, de forma automática, 24 horas por dia e sem envolver funcionários humanos.

No entanto, o modelo de RPA também pode ser usado nos desktops de funcionários, configurando o chamado RPA Assistido (Processos de Automação Robótica Assistido).

O RPA que funciona em uma área de trabalho virtual ou em um servidor separado é classificado como RPA sem supervisão. As organizações podem adotar esse modelo, o RPA Assistido ou ambos para gerarem melhorias na produtividade e qualidade de suas operações.

Se um funcionário utiliza o RPA Assistido para realizar uma tarefa, ela será concluída mais rapidamente e com menos erros. O Assistente de Processo fornece orientação e assistentes de automação que sobrepõem as aplicações usadas no trabalho. Conforme o colaborador atinge uma fase específica do processo, o robô pode continuar a tarefa para ele. Isso permite recuperar e inserir dados de outro sistema para levar o trabalho do funcionário para outro nível.

Além disso, o RPA Assistido pode validar dados inseridos manualmente por uma pessoa ou verificar a sequência seguida para garantir que todo o processo atenda às políticas ou diretrizes da organização.

A implantação do robô de software ainda possibilita aos colaboradores concentrar parte do seu tempo em atividades que exigem tomadas de decisão, criatividade ou empatia humanas. Os avanços tecnológicos surgem para facilitar as tarefas, orientando as pessoas para que, dentro de um processo, elas aprendam como fazer certas transações – ou notificando-as sobre mudanças do processo sem exigir treinamento contínuo.

Quando implementadas adequadamente, os funcionários não veem a automação e a robotização como ameaças, mas sim como ferramentas de colaboração mútua para o desenvolvimento de determinadas atividades. Gerentes passam a supervisionar uma força de trabalho humana e robótica combinada, impulsionando os pontos fortes de cada uma para realizar o trabalho de modo mais inteligente. O RPA Assistido pode melhorar a produtividade, precisão geral do grupo e dar liberdade para os gestores participarem de mais treinamentos e tomadas de decisão.

Para os negócios, o RPA Assistido interfere diretamente na experiência do cliente. Quando o trabalho é concluído com mais rapidez e sem erros, os funcionários se sentem mais capacitados e direcionam suas habilidades para tarefas que demandam mais estratégia, entregando ao consumidor um serviço ou produto de maior valor. Conforme a organização se desenvolve para fornecer ferramentas que facilitam o dia a dia, os colaboradores se tornam mais engajados e geram melhores resultados.