O poder da tecnologia no aprendizado de idiomas para crianças

Seus filhos também já tiraram o celular ou tablet de vocês para jogar ou assistir vídeos? Imploraram para que você coloque um jogo enquanto esperam a refeição no restaurante? Já repararam como utilizam bem o dispositivo, indo de um vídeo a outro e a perfeita compreensão que eles têm do dispositivo? Já podemos dizer que as crianças possuem habilidades digitais inatas. Por que não aproveitar esta facilidade para unir diversão e aprendizagem?

Por Cristóbal Viedma, CEO e cofundador do Lingokids.

As salas de informática nas aulas de educação infantil e primária não são novidade. Há muito tempo os centros educacionais apostam na modernização dos métodos de ensino e na adaptação aos novos hábitos dos alunos. Superamos os projetores clássicos e incorporamos tablets como ferramentas complementares na sala de aula. Ainda que existam aspectos preocupantes, como a segurança online, o excessivo entretenimento com a tecnologia ou conteúdos inapropriados, os pais e profissionais de ensino foram perdendo o medo e entrando um pouco mais neste mundo. Os professores de idiomas foram os primeiros a pegarem a onda da tecnologia, pela necessidade de realizar uma imersão completa nos idiomas, algo que as crianças não estão acostumadas a ver no dia a dia fora das aulas.

Aprender um segundo idioma no Brasil, como o inglês, segue sendo um assunto pendente, sobretudo para crianças. Apenas 11 em cada 100 brasileiros conseguem se comunicar em inglês e só 3% falam fluentemente, com o país amargando o 41º lugar entre os países que dominam o idioma (atrás de Argentina, Chile, Peru e Equador). A remuneração de profissionais em cargos de coordenação com fluência em inglês ou espanhol é, em média, 61% maior.

O que a tecnologia pode fazer para facilitar o aprendizado de inglês para crianças? Não se trata de substituir os profissionais e muito menos o ensino tradicional, mas de completar o aprendizado fora da aula com a tecnologia.  Com a explosão dos apps surgiram vários para o aprendizado de idiomas: para jovens, adultos, apenas leitura, vídeo online…

De acordo com diversos estudos, para poder falar um idioma de forma totalmente bilíngue, pelo menos 20% da comunicação da criança precisa ser no segundo idioma. Além disso, quando o ensino é personalizado, o resultado é um melhor aprendizado. Por isso o aprendizado de idiomas em salas de aulas muitas vezes é ineficaz. Os apps surgiram para fechar esta lacuna, podendo dar apoio após a aula, seja em casa, nas férias ou na rua.

Os apps de idiomas voltados para crianças pequenas levam em conta as necessidades deles. Incorporam desenhos animados de aspecto amigável, vídeos com músicas e letras cativantes, histórias e jogos educativos. Assim, aprender inglês se torna algo divertido e empolgante. Cada vez mais surgem apps mais sofisticados que incorporam, por exemplo, aulas online em tempo real com professores nativos. Desta forma, não é preciso nem sair de casa para estar em contato com um professor da Inglaterra e caso prefira um aula que não seja individual, poderá estar em contato com outras duas crianças de outras partes do mundo. Educacional e culturalmente enriquecedor.

E tudo isso de forma personalizada e autodidata para que a criança possa experimentar e adquirir confiança. Também é tranquilizante para os pais, que vão acompanhando o progresso da criança, com relatórios semanais e progresso para níveis mais altos.

O conhecimento de um segundo idioma passa a ser algo indispensável para o aprendizado desde pequenos e, cada vez mais, os pais estão conscientes da importância do bilinguismo e dos benefícios de começar cedo. Um bom jeito de começar é baixando ou assinando uma plataforma digital e dizer para o seu filho: quer aprender uma música em inglês? Corre para o tablete!

*Fonte:  Catho e do Grupo Mais Unidos.