Melanoma, o câncer de pele mais letal, é um desconhecido dos brasileiros

Notaparana

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) indica que 6.260 novos casos de melanoma serão diagnosticados entre 2018 e 2019 no Brasil.1 O melanoma é um tipo de câncer de pele que atinge os melanócitos, células produtoras de melanina, e pode levar à morte devido à grande possibilidade de metástase. Mesmo assim, os brasileiros têm pouca informação sobre a doença. É o que aponta uma pesquisa inédita encomendada pela Bristol-Myers Squibb para o Instituto Datafolha que revelou que 78% da população brasileira não sabe o que é melanoma.

Além do desconhecimento sobre a doença, os dados revelam que a população não consegue identificar corretamente os fatores de risco, colocando apenas o sol como o grande vilão. Quando questionadas a respeito de quais são fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver melanoma, exposição ao sol atingiu o índice de 86% das respostas, seguido de herança genética (36%) e excesso de pintas no corpo (36%). Mas, um importante indicativo, que é a etnia, obteve somente 20% das menções. “Embora a incidência solar excessiva tenha grande influência, outras características importantes devem ser levadas em conta, como cor da pele e estilo de vida”, explica Roger Miyake, diretor médico da Bristol-Myers Squibb. “O melanoma é mais comum em pessoas de pele clara, mas isso não significa que ele não atinja pessoas com tons de pele mais escuros. O surgimento repentino ou alterações de pintas precisam ser observados com muita atenção por todos”, conclui o executivo.

O desconhecimento contribui para o crescimento do percentual de casos aqui e em todo mundo. Dados da Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial de Saúde (OMS), indicam que a incidência do melanoma vem aumentando gradativamente nas últimas quatro décadas. De acordo com a Agência, cerca de 200 mil novos casos de melanoma são registrados por ano em todo o mundo.2

No Brasil, ainda segundo o INCA, a região Sul é a que lidera os casos da doença. Entre os homens, o risco de incidência na região é de 5,71/100 mil e entre as mulheres 4,74/100 mil.3Em seguida figuram as regiões Centro-Oeste, com 3,55/100 mil para homens e 2,15/100 mil para mulheres4 e Sudeste, com a incidência na população masculina em 2,69/100 mil e na população feminina em 2,58/100 mil.5 As regiões Nordeste e Norte tem as menores taxas, registrando incidência de 1,47/100 mil para homens e 1,18/100 mil para mulheres no Nordeste6e 1,23/100 mil para homens e 0,64/100 mil para mulheres na região Norte.7

Campanha #MostraTuaPele

A falta de conhecimento sobre o câncer melanoma é ainda mais expressiva nas populações de baixa escolaridade e menor poder aquisitivo, sendo que nesse recorte o índice chega a 91%. Para melhorar esses indicadores e ampliar o conhecimento sobre a doença, identificar os sinais de risco e como prevenir, a biofarmacêutica Bristol-Myers Squibb criou a campanha #MostraTuaPele, e tem a parceria dos Institutos Lado a Lado Pela Vida, Melanoma Brasil, Oncoguia e Vencer o Câncer.

Focada nos canais digitais, a campanha é uma proposta de democratizar o acesso à informação qualificada, chamando a atenção para os sinais que aparecem na pele e porque é importante ficar de olho neles. A campanha inicia em 7 de maio e, ao longo do mês, que é conhecido como o mês internacional de combate ao melanoma, os institutos parceiros postarão conteúdos com imagens e vídeos sobre o tema em suas fanpages nas redes sociais, sempre acompanhadas da hashtag #MostraTuaPele.

Metodologia da Pesquisa

O levantamento para revelar essa radiografia da percepção do câncer melanoma ouviu 2077 pessoas em todo país, distribuídas em 152 municípios, de forma a representar as regiões geográficas do país. As pessoas ouvidas têm idade a partir de 16 a anos e pertencentes a todas as classes econômicas. Os dados foram coletados por meio de pesquisa quantitativa com entrevistas pessoais e individuais. Mais da metade dos entrevistados reside em cidades localizadas no interior (58%) e os que vivem nas capitais, 42%.

A pesquisa também revelou que:

  • 89% nunca falaram com o médico sobre a doença;
  • Apenas 36% da população sabe que o melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele;
  • 25% sabem que o melanoma atinge quem tem histórico familiar da doença;
  • 63% não se preocupam em ser diagnosticado com a doença;
  • Menos da metade dos entrevistados (49%) estão conscientes que saber dos sintomas e fatores que causam o melanoma pode ajudar a salvar vidas;
  • 68% dos entrevistados procurariam atendimento para tratar a doença no SUS;

Fontes:

1.       http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/definicao2.       http://globocan.iarc.fr/Pages/fact_sheets_population.aspx3.       http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-regiao-sul.asp4.       http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-regiao-centro-oeste.asp5.       http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-regiao-sudeste.asp6.       http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-regiao-nordeste.asp7.       http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-regiao-norte.asp

catarina.marrao@ogilvy.com