ARTIGO| AYRTON BAPTISTA| PARANÁ VOLTANDO AO SEU LUGAR

PARANÁ VOLTANDO AO SEU LUGAR
Ayrton Baptista
            Ebulição na política paranaense. E precipitação também. O Palácio Iguaçu e quem ronda o próprio, desde que com alguma credibilidade no campo da política, estão propagando que o pior da crise já passou e que o governador Beto Richa já tem condições de viajar, tomar decisões e sentir-se á vontade superando no todo o episódio da greve dos professores, em abril passado. No todo, não, é cedo. Talvez em parte, com simpatia, se possa desejar e torcer. Afinal, é um governante que vinha em ascensão na vida pública, cadeira de Senador possivelmente assegurada em 2018, e por que não, vôos mais altos na dependência das coisas da política, sempre capaz de apresentar surpresas, boas e ruins.
            Nem tanto como aspiram os mais chegados, política ou funcionalmente do chefe do Executivo. Os cofres do Governo já ganham ânimos diante de ações desfechadas há poucos meses. É bom que o Executivo esteja bem, pois é dele que dependemos, mais que do Legislativo e do Judiciário. Richa pode como tantos outros governantes bater palmas e influenciar pessoas. Os paranaenses merecem. Até mesmo os professores que apanharam no dia 29 de abril. Também aqueles que atropelaram os acontecimentos podem ter o perdão. Foi um ato indigno, sim. Surrar, bombardear mestres e não mestres é coisa que não se faz. Se a paz está voltando, as possíveis pesquisas do Executivo que sejam respeitadas.
            Desta forma, cinco meses após os incidentes do Centro Cívico, já haveria condições para a política sorrir para Beto Richa. Que bom. Assim não foi para Alvaro Dias, governante em 1988, que sofria a cada ano em que os mestres se reuniam para reivindicações. E isso levou tempo, lembremo-nos. Ele precisou trabalhar muito. Silenciar bastante, aumentar o cacife eleitoral, até aos quase 80 por cento de votos da última eleição para o Senado, ele um recordista de passagem pela Câmara Alta.
            Pois, então, que Richa tenha a mesma oportunidade de safar-se dos aborrecimentos em pouco tempo. A paz voltaria ao Estado, acalmaria os aliados, tiraria um pouco do medo dos que votam em favor com a desgraça alheia, pois pretendem sempre absorver a raiva que se tenha, agora com Richa, ou há meses com o governador.
            Boa parte dessa euforia deve ser creditada ao Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, trazido da Bahia para ajudar Richa a por ordem na casa. Homenagens, palmas, certificados. Brasileiro de São Paulo e Bahia, que se saiba, que se incorpore definitivamente ao Paraná. Terra de todas as gentes, como dizia o genial e probo governador Beto Munhoz da Rocha Neto, Mauro tem transito livre na capital e no interior paranaense. Que faça bom proveito, goze das delícias deste Estado crente nos brasileiros de modo geral.
            Se Beto Richa já está de pé novamente, que assim prossiga e lute para que o Paraná readquira a posição que vinha ostentando no cenário nacional.
            Ayrton Baptista, jornalista.

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