3º Fórum de Agricultura da América do Sul: articulação político-econômica é fator decisivo para fortalecimento do agronegócio

Forte posicionamento político, adesão a acordos comerciais multilaterais e investimento em logística. Segundo os especialistas que participaram do 3º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2015), essas são as principais carências do agronegócio regional. O evento aconteceu em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer (MON), nos dias 12 e 13 de novembro e tinha como tema “Sociedade Urbana, Economia Rural”.

“A América do Sul é o grande player do agronegócio mundial. Por isso, precisa aprender a comercializar e a se posicionar política e economicamente para aproveitar a oportunidade de ser mais do que uma mera fornecedora de alimentos”, analisou o coordenador do evento e do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira.

Todos os elos da cadeia produtiva sul-americana ganharam voz ao longo dos dois dias de programação. Foram seis grandes conferências e 10 painéis temáticos, conduzidos por mais de 30 especialistas do agronegócio mundial. O evento contou ainda com a participação de mais de 400 inscritos, de 10 países do mundo, e representantes de governos, da iniciativa privada e de entidades do setor.

O diagnóstico final da 3ª edição do Outlook Forum apontou que os problemas estão fora das fronteiras agrícolas e se concentram na ingerência governamental. Incertezas políticas e instabilidades econômicas limitam a expansão do agronegócio sul-americano. A logística de escoamento das safras foi um dos pontos bastante explorado pelos palestrantes.

Segundo o coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, os investimentos em construção e duplicação de rodovias tem de ser revistos. “O governo não tem a menor condição de atender esses projetos. Precisamos transferir a responsabilidade à iniciativa privada”. O bloco precisa redesenhar o mapa de transporte a partir do uso de hidrovias, ferrovias e portos, de forma estratégica.

O evento também apurou que o agronegócio sul-americano depende da formação de acordos comerciais multilaterais para se consolidar. O Chile, que figura ao lado do Peru como representante da América do Sul no Tratado de Livre Comércio Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), foi apresentado como exemplo de sucesso no campo das relações internacionais.

Para a adida agrícola do Chile no Brasil, Maria José Campos Herrera, antes de aderir a um tratado, o grupo de negociações tem de ouvir as reivindicações do governo, da iniciativa privada e das organizações civis. E, acima de tudo, segundo a representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Chile  e secretária técnica do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), Maria Alejandra Sarquis, buscar derrubar as fronteiras entre a cidade e o campo, pois o público urbano precisa ser comunicado sobre os benefícios gerados pelo agronegócio.

 

Promoção

O fórum é promovido pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo e conta com o oferecimento do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e a Itaipu Binacional; além de patrocínio da Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Governo do Estado do Paraná e da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep); e também tem o apoio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Prefeitura de Curitiba, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Universidade Positivo, Fortesolo e CME Group.

 

Sobre o Fórum de Agricultura da América do Sul

O 3º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2015) é uma realização do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo (AgroGP), plataforma de conteúdo do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), sediado em Curitiba, no Paraná, Região Sul do Brasil. Focado em soluções de mídia e comunicação para a promoção do setor, da América do Sul à América do Norte, Ásia, África e Europa, o AgroGP se apresenta como um dos elos da cadeia produtiva do agronegócio, essencial ao desenvolvimento sustentável e ordenado da atividade.

O projeto piloto do Fórum foi realizado em 2013, fruto de uma aliança estratégica entre o AgroGP e o Conselho Agropecuário do Sul (CAS) – conselho de ministros que reúne os ministérios da Agricultura de seis países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. A 1ª edição do evento levou para Foz do Iguaçu mais de 500 participantes e 30 palestrantes de dez países para discutir os desafios e oportunidade do novo ciclo de expansão da produção mundial de grãos.

Em 2014, a partir do tema “Inovação e Sustentabilidade no Campo”, os debates passaram a discutir a América do Sul enquanto bloco, apontando caminhos para manter a competitividade em um mundo globalizado e fortalecer o posicionamento da região como o grande player do lado da oferta.

<pauta@centrodecomunicacao.com.br>

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