ARTIGO|Ayrton Baptista|BOAS NOVAS DO PARANÁ

BOAS NOVAS DO PARANÁ

 

Ayrton Baptista

 

A situação não está lá essas coisas, ao contrário, continuamos passando pela maior crise na economia e na política. Para afirmações nesse sentido talvez não devamos esperar nem os economistas mais citados como também os cientistas políticos. Mas no Paraná, em particular, devemos saudar a sua passagem para o quarto lugar na economia, superando o Rio Grande do Sul e fixando-se só atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Aí ficaremos, acredita-se, comodamente estacionados pois muito difícil será alcançar nossos irmãos mais poderosos. Está bom, afinal tanto remamos para ficar próximo dos mineiros que não tem mar. Chegamos ao 4º lugar, e se Coritiba e Atlético ajudassem, já estaríamos entre os quatro para subir na tabela e disputar a Libertadores. Sim, claro, no campo esportivo, nem sempre o nosso preferido.

Junto com essa subida observa-se a pesquisa político-eleitoral dada a conhecer em meados da semana. O prefeito da capital, parecendo um mineiro por trabalhar em silêncio, quase chega aos 50 por cento de apoiamento à sua administração. É certo que vai perder o PT, mas a estas alturas será que isso significa perda, mesmo? Já o governador Beto Richa, que não vinha bem, não melhorou muito, chegando aos 18 por cento e deixando a presidente Dilma Rousseff na rabeira, como se esperava e alguns torciam, com apenas 8,3%.

No mais, é festejar o Natal, na expectativa de que quem guardou dinheiro no colchão acabe usando um pouco no comércio, coitado, sem condições sequer de contratar temporários. Há o desemprego, notícia diária para os habituais leitores. Crescem os números, como se estivéssemos devolvendo agora o que já havíamos incorporado por força dos dias melhores que já tivemos.

Então, é torcer para que se entendam em Brasília. Não precisa ser um entendimento geral, pois muito difícil. Mas que Dilma tenha dias melhores, não se exalte a três por dois, que Lula pare de administrar e ensinar o caminho de sua herdeira, pois conselho poderia, se bom, ser pago. Os dois, Lula e Dilma, poderiam se entender, aceitar as ponderações de um e de outro, sendo possível e não persistir no otimismo, coisa que o PT deveria esquecer pelo menos em tempos mais próximos. O futuro dirá se valeu a pena perder seus melhores quadros em troca de muito pouco, ou seja, de quadro quase nenhum.

Os curitibanos, por sua vez, só eles, poderão ficar com Fruet mais um tempão, talvez fazendo justiça à sua administração e seriedade e homenageando o “velho” Maurício que se foi cedo e desfalcou um PMDB que em determinadas circunstâncias parece só ter Requião. Enfim, fora os problemas de fora, há que se esperar por dias melhores. A luz no final do túnel pode estar mais próxima.

 

 

Ayrton Baptista, jornalista.

abnoticias@abcom.com.br

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