Planos de negócio devem mudar para viabilizar novas empresas

A tarde de discussões do VI Fórum iCities foi aberta pela palestra de Leonardo Jianoti sobre ‘Investimento para fomentar o empreendedorismo nas cidades’. Jianoti é economista formado pela UFPR, pós-graduado em Gestão de Assuntos Públicos pela PUC/PR e Mestre em Bioenergia pela UFPR. Atualmente é Sócio-fundador da CWB Capital, casa de investimentos especializada em avaliação e venda de empresas, fusões e aquisições e gestão de participações em novos negócios. Para ele o Brasil tem boas ideias, porém ainda falta suporte de investimento para tirar essas ideias do papel. “O investimento anjo é uma alternativa viável para novas empresas, mas é importante reforçar que o capital de investimento vem para dar um suporte mais sólido para o empreendedor, ou seja, o dinheiro que vem através de um investidor anjo serve para acelerar o negócio, e não para viabilizar o negócio” explicou Jianoti.

O economista também mostrou que fatores externos influenciam na hora do investidor colocar ou não dinheiro no novo negócio. A Taxa Selic, por exemplo, é determinante nesse sentido, já que quanto mais baixa está a Selic, melhor é o momento para investimento e inovação. “A lógica de investimento é simples. A gente pega o dinheiro e o transforma em parte de uma empresa. Depois vendemos essa parte da empresa que vira mais dinheiro. Por isso, hoje o investimento surfa nas teorias de inovação”, comentou.

Para o economista, o modelo mental dos planos de negócio deve mudar. O investidor anjo quer apoiar empreendedores espetaculares que pensem como homens de negócio, e não como empregados. “Não adianta você ter uma ideia incrível e apresentar um plano de negócio onde o seu salário passa de 15 mil reais. A ideia é acelerar a sua ideia e não tornar o investidor teu novo patrão”, exemplifica. Os investidores anjos trabalham com alto risco, mas em contra partida o retorno em porcentagem compensa esse alto risco.

Leonardo Jianoti terminou a palestra explicando os estágios da vida de uma empresa, onde no início você queima capital para produzir a inovação, em seguida atravessa o chamado ‘vale da morte’ – pois apesar de estar em operação a empresa dificilmente tem um ciclo de venda efetivo – , e se passar por essa fase, a empresa alcança a expansão e a maturidade. “O investimento anjo faz com que a nova empresa atravesse o ‘vale da morte’ com mais facilidade. É importante ressaltar que acelerar negócios não os torna viáveis, por isso a participação do investidor também no dia a dia da empresa é muito importante. O investidor deve trazer mais do que dinheiro, o investidor deve trazer o smart money”, finalizou.

Sobre o evento
O Fórum Internacional iCities acontece desde 2012 com o objetivo de gerar conhecimento, lançar tendências e promover ações efetivas no segmento de Cidades Inteligentes. O evento, que se tornou um dos maiores da América Latina, apresenta tendências, cases, inspirações, produtos e serviços já implementados ou projetos em desenvolvimento. A edição 2015 conta com o patrocínio da Intertechne, Itaipu Binacional, Quiosque Natureza, Renault, Tecnisa e Universidade Positivo, além do apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba.

centralpress

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