OPINIÃO / Políticos sem-noção / Por Ademar Batista Pereira*

O ano de 2015 está chegando ao fim e sem surpresa, pelo menos na minha opinião. Desde o segundo mandato do presidente Lula vemos políticos sem noção alguma, pessoas que não sabem trabalhar e que, aos poucos, afundam os fundamentos básicos de trabalho e de administração pública. São politicos que acreditam que o dinheiro pode ser desperdiçado sem critério ou punição.

Nas últimas eleições presidenciais entramos numa discussão e ainda não saímos dela, “do nós contra eles”, do rico contra o pobre, etc. A melhor imagem dessa situação é do barco entrando água e uns ficam falando: “é do lado dele, não tenho nada com isso”.

Ao chegar no final do ano com previsões de muito mais dificuldades para o próximo ano, vem os nossos “representantes” legislando ou para aumentar as despesas ou para aumentar a receita. Para ficar na nossa província vemos na prefeitura de Curitiba um brutal aumento das “taxas” e burocracia para as empresas operarem, taxas de tudo, tornando o ato de empreender na nossa cidade um verdadeira batalha perdida.

Por outro lado, nossos deputados, aumentam suas benesses, e de seus companheiros de Centro Cívico, comodo poder judiciário e da Assembleia Legislativa. Evidentemente que com a bênção do executivo e seu governador –  que nos primeiros quatro anos de gestão aumentou a arrecadação em mais de 50%, e no início da segunda gestão aplicou um tarifaço que agora distribuem entre os poderes – não bastasse os inquilinos dos três poderes, legislativo e judiciário sozinhos custarem 18% do orçamento do estado ou mais de R$ 10 bilhões por ano.Na prefeitura a mesma conversa: crise, aumento de tarifas e burocracia. Mais de 300% de aumento de uma taxa.

Essa turma de “semnoção” ainda não percebeu que pagamos impostos muito além do que seria aceitável pela competência com que entregam qualquer serviço. Essa turma não percebe que esse ano cerca de 30% das empresas devem quebrar, que Curitiba perde arrecadação em função da crise, mas muito pela burocracia e falta de respeito com que o empresário é tratado pela prefeitura.

Recentemente estive reunido para questionar um parecer errado em relação a uma construção e divisão amigável de um imóvel. Fomos em três pessoas e duas nos atenderam. A resposta foi simples: “não vamos entrar no mérito, o parecer parece errado, mas você está no prazo para recorrer administrativamente”.

A pergunta que fica: pra que marcaram uma reunião, perdemos duas horas de três pessoas, e mais as duas que nos atenderam, e a resposta poderia ter sido dada ao telefone, ou seja, na hora de resolver algum problema, fazem da mesma forma: “não é comigo, não posso fazer nada”. Quando começarão a respeitar quem sustenta essa gente?

Quando “essa gente” vai entender que sem empresa não existe emprego,  não existe riqueza, não existe imposto. Quando vai entender que para termos desenvolvimento, emprego, impostos, precisam apoiar e ajudar que pessoas montem negócios e gerem emprego e riqueza. O que teremos nos próximos anos será um aumento brutal da informalidade, com muito mais queda na arrecadação de impostos. Ou os governantes se convencem disso e cortam suas mordomias e benesses ou a crise não terá fim. Não tão cedo.

 

Ademar Batista Pereira – empresário, educador e vice-presidente da FENEP (Federação das EscolasParticulares).

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