Sulista se estrutura para enfrentar a crise

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De acordo com Lars Sanches, mestre em engenharia logística pelo MIT (EUA), professor de logística e Supply Chain do Insper (instituição de ensino e pesquisa) e presidente do Congresso Brasileiro de Supply Chain & Logística, o ano de 2016 terá duas particularidades importantes para os gestores: alta da inflação e taxas de juros. “Isso irá trazer três grandes desafios: crescimento da variabilidade da demanda, aumento das trocas de fornecedores e necessidade de redução de capital empregado. Com as maiores variações da demanda e do fornecimento, a saída será investir na melhoria dos processos e em ferramentas de planejamento das operações”, completou. Para Sanches vai sobreviver no mercado, quem souber conversar com os embarcadores, buscar informações e usá-las a seu favor, ou seja, gerar soluções que tragam valor para o seu cliente. Essa foi uma das saídas adotadas pela Transportadora Sulista, que viu em seu Centro de Controle Operacional (CCO) uma oportunidade de aumentar a produtividade de seus ativos. “Ativos produtivos geram impacto positivo no Custo do Serviço Prestado. No CCO trabalhamos com softwares que nos ajudam a gerenciar os ativos, com informações em tempo real, facilitando a melhor tomada de decisão. A equipe trabalha em três turnos 24 horas por dia, focados na produtividade, para operar com menor custo e garantir informações precisas e em tempo real para nossos clientes”, conda o gerente de operações da Sulista Ronaldo Lemes.
Outro ponto destacado por Lars diz respeito à variabilidade da demanda, algo válido tato para embarcadores quanto para operadores logísticos. Na Sulista, o ano de 2016 está sendo norteado pela busca de novos clientes e oportunidades em segmentos diferentes. Especializada no transporte automotivo, a empresa passou a explorar outros nichos e hoje atua nos setores químico, farmacêutico, madeireiro e metal mecânico.

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O período de crise trouxe ainda, novas relações consideradas difíceis de acontecer em momentos anteriores. O professor Lars cita parcerias com concorrentes para melhor aproveitamento do km vazio e outras ações fora da zona de conforto na busca de soluções viáveis para ambos os lados. Na Sulista, além de alguns projetos na área da logística colaborativa – consiste na parceria entre integrantes da cadeia de logística e suprimentos e parte do princípio de que o supply chain funciona como uma corrente onde cada elo colabora para facilitar o trabalho do elo anterior e do elo posterior, deixando essa corrente mais rápida, mais segura e mais barata – a aproximação dos fornecedores tem sido fundamental na busca de alternativas interessantes. “Contamos muito com nossos parceiros para que tragam ideias inovadoras que nos permitam manter o negócio saudável economicamente”, afirma Lemes. Os resultados já apareceram e a Sulista está atingindo suas metas orçamentárias e honrando o compromisso assumido com os acionistas. “Neste momento econômico difícil que o país enfrenta, estamos conseguindo administrar bem nossos custos e também nossa receita” finaliza Lemes.

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