Em acordo na Justiça do Trabalho, Multilit se compromete a banir amianto até 2018

Em um acordo na Justiça do Trabalho, a Multilit Fibrocimento S.A., com sede em São José dos Pinhais se comprometeu a eliminar o amianto de sua produção até o final de 2018. A composição celebrada com o Ministério Público do Trabalho foi homologada em audiência nesta quinta-feira (16/06) no Juízo Auxiliar de Conciliação do TRT-PR (JAC), durante a II Semana Nacional de Conciliação Trabalhista.

Além da substituição do amianto no processo produtivo por fibras não cancerígenas, o acordo realizado no JAC garante a permanência de 70% dos postos de trabalho durante o período em que o material será eliminado da indústria. Uma outra cláusula estabelece o pagamento de indenização no valor de R$ 600 mil para a Associação Paranaense de Expostos ao Amianto e Vítimas de Agrotóxicos (APREAA), em 20 parcelas de R$ 30 mil.

Amianto, ou asbesto, é o nome genérico dado a um conjunto de fibras minerais de alta resistência a tensão e variações de temperatura. No início do Século XX foi desenvolvido um processo no qual se misturava cimento com estas fibras minerais, dando origem ao fibrocimento, utilizado na construção de telhas, caixas-d’água e outros elementos que ficam expostos ao calor.

Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2010, estima que no mundo há cerca de 125 milhões de pessoas expostas ao amianto no local de trabalho, resultando em mais de 107 mil mortes anuais por causa de câncer de pulmão relacionadas com esse material. Por conta dos efeitos nocivos à saúde, o amianto é proibido em 60 países, como os da União Europeia, Estados Unidos e Argentina.

 

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3 comments

  1. Rubens Rela Filho 18 junho, 2016 at 11:15

    Pura balela , os doentes do Brasil foram contaminados antes de 1980 com outro produto chamado Anfibolio
    A doença do amianto no Brasil esta acabando
    Nao vao aparecer novos doentes
    O MPT esta indo a favor de empresas multinacionais e contra os trabalhadores do setor

  2. Rubens Rela Filho 18 junho, 2016 at 11:22

    A Justiça do trabalho usa 1% do seu tempo em açoes de Trabalho Infantil , Trabalho Escravo e Amianto
    O MPT usa 90% do seu tempo nestas açoes
    Acho que teriam melhor resultado se se dedicassem a resolver os problemas dos trabalhadores

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