Micro e pequenas empresas do PR unem esforços para aumentar competitividade

Empresários de sete municípios formaram a rede Força do Campo, que possibilitou crescimento e organização dos negócios individualmente; faturamento aumentou cerca de 15% por empresa

A separação é apenas geográfica para sete empresas paranaenses do comércio varejista de peças agrícolas, que apesar de estarem sediadas em municípios diferentes, resolveram se unir para crescer. De micro e pequeno porte, encontraram no associativismo uma forma para competir e, principalmente, para se desenvolver, mesmo diante da retenção na economia. 

Atualmente, formam a rede Força do Campo, empresas dos municípios de Assis Chateaubriand, Astorga, Guaíra, São Miguel do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo e Vera Cruz do Oeste. Contudo, está aberta a novas empresas associadas para aumentar ainda mais o resultado individual de economia, organização e faturamento das participantes. 

Segundo o presidente da rede, o empresário Doniseth Aparecido Bachiega, desde o início da formação, em 2010, a Força do Campo já vertia resultados positivos. “Sempre acreditamos que, juntos, podíamos ser mais fortes. Somente nas compras em conjunto, que fazemos através da central de negócios, conseguimos economizar em torno de 15% ao mês”, declara. 

A consultora do Sebrae/PR, Deborah Steiner França, explica que associadas, no modelo de Central de Negócios, as empresas ganham em poder de negociação. “Do mesmo segmento, elas tendem a comprar juntas e, assim, em maior quantidade. Esse movimento gera economia e abre portas, inclusive, para novos fornecedores”, indica. 

Foi exatamente o que aconteceu na rede Força do Campo, complementa um dos empresários associados, Homero Sais Dutra. “Antes, comprando de maneira individual, nossos fornecedores eram os representantes das indústrias. Hoje, são os próprios fabricantes de peças agrícolas. Mas, além do retorno financeiro, ganhamos no fortalecimento da empresa”, argumenta Dutra. 

Parcerias 

Outro fator que possibilitou a geração de 15% de economia ao mês por empresa integrante da Força do Campo foi a conquista de um Centro de Distribuição para a rede, localizado em Toledo. “Nossas compras estão centralizadas lá e sem geração de imposto, visto que um centro de distribuição não visa lucro e também não incide mais em bitributação”, salienta Bachiega. 

O presidente da central de negócios lembra que, há cerca de dois anos, ter um centro de distribuição era empecilho para a união de empresas, visto que um mesmo produto era tributado ao chegar ao espaço e, depois, ao chegar a cada empresa associada. “Hoje não temos mais esse entrave, graças à força de atuação das centrais de negócios”, constata. 

Homero Sais Dutra conta que a organização da empresa também foi positivamente afetada com o apoio da Força do Campo. “Mudamos o layout da loja usando a marca Força do Campo e fomos incentivados, por meio de diversas capacitações, a melhorar processos internos, como durante os meses em que participamos do Varejo Mais”. 

“Com objetivos em comum e, geralmente, as mesmas dificuldades de mercado, as empresas integrantes de uma central de negócios buscam soluções coletivamente, como treinamentos e missões técnicas que não teriam acesso de maneira individual. É um estimulo à cooperação e ao associativismo que gera resultado a cada participante”, destaca Deborah Steiner França. 

Recentemente, até os clientes das lojas da rede Força do Campo ganharam com a união das empresas. “Conseguimos o apoio de um fornecedor para realizar um trabalho em campo, em algumas propriedades que atendemos com as peças agrícolas. Nos dias de campo, os agricultores puderam aprender a otimizar o uso de defensivos”, sintetiza Doniseth Aparecido Bachiega. 

Novas adesões 

Bachiega ressalta o interesse da Força do Campo em disseminar a cultura do cooperativismo para outras lojas de peças agrícolas do estado. “Os resultados já estão atestados por cada empresa integrante do grupo. Mas sabemos que ainda podemos crescer mais como rede e ganhar mais em competitividade se tivermos um número cada vez maior de associados”. 

O empresário interessado em fazer parte da rede Força do Campo, pode entrar em contato com o presidente da central de negócio pelo telefone (44) 9967-2234. “Lembrando que o perfil desse empresário precisa ser de querer crescer, mas, sempre com a consciência do cooperativismo”, aponta Sais Dutra. 

Além disso, é necessário ser de cidades diferentes, para que não haja ‘concorrentes’ diretos na mesma central, “a não ser que seja em comum acordo com as partes”, frisa Bachiega. Para participar da rede Força do Campo, a loja de peças agrícolas deve, ainda, estar enquadrada como micro ou pequena empresa, ou seja, com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. 

A próxima reunião do grupo, que mantém encontros mensais de alinhamento, está marcada para dia 25 de junho no escritório do Sebrae/PR de Toledo. “Estamos de portas abertas para tirar dúvidas de interessados em participar da rede e poder dividir as soluções em economia, aumento de faturamento e organização empresarial que a rede possibilita”, estimula Bachiega.

Últimas notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui