MRV Engenharia investe em educação e aumenta em 15% a produtividade

 

Apoiado pelo Instituto MRV,  o Programa Escola Nota 10 promoveu a alfabetização de cerca de 3 mil operários em 170 salas de aula implantadas em todo o País 

 

A MRV Engenharia investe na implantação de escolas de alfabetização/capacitação em seus canteiros de obras em 19 Estados do  País onde opera. O resultado tem sido  bastante positivo, com mais de três mil operários alfabetizados no período, correspondendo a cerca de 20% da sua mão-de-obra. Atualmente há 170 salas de aula implantadas pela construtora em funcionamento.

Eduardo Fisher
Eduardo Fisher

Segundo o último censo do IBGE, hoje existem 13 milhões de brasileiros que não conseguem escrever seu próprio nome ou ler uma simples frase, representando  cerca de 8,5% da população com 15 anos ou mais. Um dos setores onde as estatísticas são mais gritantes é o da construção civil. Nesse sentido, o esforço da MRV em combater o analfabetismo dos seus operários acaba sendo significativo.

“Queremos que em cada canteiro de obras haja uma escola em funcionamento promovendo a educação e cidadania dos operários que demonstram dificuldades no aprendizado”, explica Eduardo Fischer, presidente da empresa e também do Instituto MRV, criado para promover a transformação social por meio de programas em educação, alicerce para o desenvolvimento de um país. Segundo ele, o projeto Escola Nota 10 amadureceu na companhia e hoje já existem engenheiros comprometidos com a educação dos seus subordinados.  “Isso nos deixa muito orgulhosos porque cada operário alfabetizado é capaz de ser um exemplo na sua família de origem, incentivando outros a fazer o mesmo”, completa ele.

Um diferencial importante deste projeto é que as aulas acontecem durante o horário de expediente. “Percebemos que a evasão dos alunos era menor se o curso fosse dado logo no início da jornada de trabalho”, conta Fischer. ” Devido ao esforço físico necessário no trabalho da construção civil, muitos não teriam condições de frequentar as aulas depois de um dia de trabalho”.  

 

O presidente avalia que o projeto em educação ajudou no aumento da produtividade na empresa.  “A melhoria contínua dos processos construtivos e os investimentos constantes em educação, treinamento e qualificação da nossa mão de obra contribuíram para um ganho de produtividade em torno de 15% nos últimos três anos”, diz ele.

Parcerias -- O projeto   conta com parcerias pedagógicas do SESI, das Secretarias Municipais de Educação e de ONGS do setor de educação, que ficam responsáveis pela disponibilização de professores e emissão de certificados de conclusão dos cursos. 

Segundo dados de uma pesquisa amostral feita pela MRV, a maior parte dos estudantes cadastrados no projeto ocupam cargos de servente ou pedreiro de obras. Em sua maioria, são homens (94%) e funcionários contratados diretamente pela empresa.

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