The Caldwell Partners reforça a importância da presença feminina nos conselhos administrativos

Apesar do projeto de lei que tramita no congresso, é necessário focar em iniciativas de incentivo nas companhias

É fato que as melhores decisões são tomadas quando as discussões em prol delas envolvem diferentes gêneros, opiniões e perspectivas. Essa ideia vale, principalmente, para cargos mais altos dentro de companhias, bem como para a presença de líderes dentro dos conselhos administrativos. Segundo a The Caldwell Partners, uma das principais empresas de recrutamento e seleção de altos executivos do mercado, é preciso reforçar a importância da presença feminina na composição dos conselhos e que as empresas tenham um olhar mais amplo para o tema.

De acordo com Magui Castro, sócia da The Caldwell Partners no Brasil, a composição equilibrada de homens e mulheres nas altas hierarquias das empresas gera melhores tomadas de decisões. “Hoje, no Brasil, ainda temos um número muito baixo de mulheres ocupando conselhos administrativos. Segundo levantamentos, somente 6,4%, enquanto na Noruega, por exemplo, esse índice chega a 46,7%. Por isso, sempre reforço que, quando construímos uma diversidade de gênero nas altas hierarquias da empresa, criamos discussões mais elaboradas, já que as diferentes visões de homens e mulheres se complementam e podem resultar em decisões mais assertivas para a organização”, explica.

Para a The Caldwell Partners, esse desequilíbrio pode prejudicar tanto as profissionais com competência para assumir esses cargos quantos as próprias empresas. A mudança cultural, principalmente em uma época em que a economia está em processo de recuperação e as organizações precisam se reinventar, pode aumentar o desempenho sustentável da companhia, reduzir conflitos internos e, principalmente, minimizar os riscos.

Para aprimorar as estruturas organizacionais dos conselhos, tramita no Congresso o projeto de Lei 112/2010, que prevê um percentual de 40% de mulheres entre os conselheiros das empresas públicas e sociedades de economia mista. Segundo Magui, é preciso analisar com cautela o projeto e voltar o olhar para a cultura organizacional também. “Claro que essa lei, se sancionada, virá a ser um grande passo tanto para empresas de controle estatal quanto privado, mas essa não é a total solução. É essencial que as companhias criem iniciativas que incentivem a participação feminina nas organizações brasileiras, para que o aumento dela seja promovido de forma planejada, mas sem o estabelecimento de cotas”, diz.

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