Distúrbios do paladar podem afetar a qualidade de vida do paciente

foto_disturbios-paladarJá imaginou comer uma saborosa torta salgada, mas o gosto dela parecer meio amargo? Ou até mesmo entrar numa confeitaria, se deparar com um belo pedaço de bolo, mas não conseguir, ao certo, distinguir seu sabor? Essas são algumas das situações enfrentadas por pacientes que possuem distúrbios no paladar.

Para o otorrinolaringologista Daniel Rispoli, da Otorrinos Curitiba, as alterações no paladar, em geral acompanhadas por alterações no olfato, podem acarretar problemas na qualidade de vida do paciente, como por exemplo, casos graves de emagrecimento e transtornos psicológicos.

“É importante avaliar cada caso, pois o diagnóstico das alterações olfativas e de paladar é complexo. Pode haver várias causas e abrange exame clínico detalhado, além da história minuciosa do paciente e diversos exames complementares, desde exame de imagem, os de laboratórios, testes com kits para odores/sabores, entre outros”, avaliou o especialista.

As causas para a perda do paladar dividem-se em periféricas e centrais. As periféricas envolvem nariz, boca e seus anexos (glândulas salivares). Segundo o doutor Rispoli, “todas as patologias do nariz e da boca, desde um resfriado comum até possíveis tumores, podem causar alteração no paladar”, lembra. As centrais envolvem o Sistema Nervoso.

Há pelo menos três diferentes termos utilizados quando o assunto é distúrbio do paladar:

– ageusia: perda total da capacidade de distinguir sabores;

– parageusia: mau paladar, uma espécie de gosto metálico na boca;

– fantogeusia: alteração no sabor (exemplo: um alimento doce tem o gosto de amargo).

Segundo Rispoli, os casos de alteração congênita no paladar são raríssimos e normalmente fazem parte de síndromes de diferentes origens. “Isoladamente não existe. É muito mais fácil desenvolver alterações olfativas e de paladar no decorrer na vida”, acrescentou.

O tratamento para os distúrbios do paladar depende diretamente da causa e do bom diagnóstico. “Alguns casos são de difícil resolução. Mas quando o diagnóstico é correto, ou seja, a causa é identificada, na grande maioria das vezes é possível tratar”, concluiu o especialista.

 

Diretor Técnico: Dr. Ian Selonke CRM-PR 19141 | Otorrinolaringologia

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