Itaipu reassume, nesta sexta-feira (16), a liderança mundial em geração de energia

Depois de quebrar seu próprio recorde anual de produção, de 98,6 milhões de megawatts-hora (MWh), nesta sexta-feira (16), às 11h01 (Horário Brasileiro de Verão), a Itaipu Binacional deve superar, ainda antes da meia-noite, a marca da usina chinesa de Três Gargantas, de 98,8 milhões de MWh, e reassumir a liderança mundial de geração de energia.

A previsão inicial era de que o recorde mundial só fosse quebrado neste sábado (17), mas, em função do aumento da demanda, Itaipu está produzindo a plena carga e a nova marca deve ser antecipada para sexta-feira (16).

Além de ser a maior usina do planeta em produção acumulada, com mais de 2,4 bilhões de MWh, a Itaipu, quando superar Três Gargantas, voltará a ocupar o posto de líder anual de geração mundial de energia elétrica limpa e renovável.

Na próxima quarta-feira (21), Itaipu deve atingir outra meta inédita: 100 milhões de MWh. Esse volume de produção jamais foi imaginado por aqueles que projetaram e construíram a usina, na década de 1970. Colocado como meta a partir de 2012, naquele mesmo ano Itaipu bateu seu recorde histórico, com 98,2 milhões de MWh, superado já no ano seguinte, com a produção de 98,6 milhões de MWh.

Segundo o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, “a capacidade dos técnicos da usina e a boa gestão dos recursos mais uma vez provaram que temos vocação para os recordes”. Para ele, a partir de agora, “vai ser muito difícil superar Itaipu. Não basta ter a maior estrutura para ser a melhor do mundo. Nós conseguimos isso com muito esforço e comprometimento, atendendo aos interesses do Brasil e Paraguai, e, claro, com a ajuda das boas condições hídricas do Rio Paraná”.

Para o diretor-geral paraguaio, James Spalding, Itaipu é extremamente importante para o Brasil, mas também é vital para o Paraguai, que cada vez mais rapidamente irá utilizar a metade da energia a que tem direito.

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, diz que os dois títulos de maior do mundo (geração anual e acumulada) representam não apenas um status para Itaipu, mas significam que a usina traz ainda mais benefícios ao Brasil e ao Paraguai. A produção maior deste ano, destaca, fez com que aumentasse a participação de Itaipu nos mercados do setor elétrico brasileiro e paraguaio. “Hoje, Itaipu responde por 18% do consumo nacional, quatro pontos percentuais a mais do que o registrado no ano passado, e por 82% da demanda do Paraguai, ante 76% em 2015.”

O aumento da produção também se reflete em mais royalties (indenização pela exploração do uso da água para a geração de energia elétrica), pagos ao Brasil e ao Paraguai. Como o cálculo é feito com base na geração de energia e em dólar, considerando que a moeda americana se valorizou frente ao real, o repasse de royalties a partir da produção deste ano será 15% maior. Desde o início do pagamento, em 1985, a soma dos royalties pagos pela Itaipu para os dois países passa de US$ 10 bilhões.

Para o diretor técnico, o paraguaio José Sánchez Tilleria, 2016 representa um ano sem precedentes para a história de Itaipu. “É um marco para a operação da usina”, afirma.

Três Gargantas e Itaipu

Com 22,4 mil megawatts (MW) de potência instalada, ante 14 mil MW da usina de Itaipu – ou seja, 60% maior -, a usina chinesa de Três Gargantas começou a operar em plena carga em 2012. No entanto, embora com capacidade instalada de equipamentos muito superior, Três Gargantas só conseguiu produzir mais do que Itaipu em 2014 – justamente o ano em que bateu o recorde mundial anual de produção de energia por uma hidrelétrica.

Posto que sempre foi seu

Desde 1985, um ano depois de entrar em funcionamento, Itaipu sempre foi a maior recordista em geração de energia elétrica limpa e renovável. Em 2014, perdeu o título anual justamente porque naquele ano o Brasil enfrentou a pior crise hídrica dos últimos 80 anos.


Crédito das fotos da usina: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional.
Crédito do infográfico: João Chiodi/Itaipu Binacional.

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