McDonald´s promove 1º Fórum “Acreditamos nos Jovens”

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Profissionais de diversas áreas falaram sobre o papel do jovem no mercado de trabalho e dificuldades do primeiro emprego 

Um dos principais empregadores de jovens do País e maior gerador do primeiro emprego em território nacional, o McDonald’s apresentou hoje pesquisa inédita sobre como pensam e sentem os “millennials” em relação ao mercado de trabalho e ao futuro. “Nossa experiência como empregadora já nos deu diversos aprendizados, mas é fundamental refletir sobre o sistema de educação das novas gerações, o mercado de trabalho e perfil deles como consumidores”, afirmou Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s na América Latina, na abertura do “1º Fórum Acreditamos nos Jovens”, no auditório do MUBE, em São Paulo. “Nosso negócio vai além de vender muitos Big Mac. Somos uma marca de pessoas. De muita gente que serve muita gente”, adicionou o executivo.

No evento, foi apresentada uma pesquisa inédita feita com 1,8 mil pessoas em cinco países (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru) sobre a mentalidade, as inquietudes e as aspirações desse relevante grupo social. O seminário também marcou o lançamento de uma grande campanha publicitária que será colocada no ar nos próximos dias sobre a crença da empresa na juventude. “Afinal, nossos restaurantes – que são unidades de negócio que faturam milhões e empregam dezenas de pessoas – são administrados por esses jovens. E eles o fazem muito bem!”, disse Camargo.

Temos mais de 21 milhões de jovens desempregados

Cerca 21 milhões de jovens estão desempregados na América Latina e o índice de desemprego entre jovens é, em média, três vezes maior do que o verificado entre adultos. A educação está fora do alcance de 69% deles e México e Colômbia são os países que apresentam os piores índices. Os dados foram apresentados hoje por Lyana Latorre, Diretora Sênior de Responsabilidade Social Corporativa da Arcos Dorados. O objetivo do evento é refletir sobre os modelos de educação, mercado de trabalho para os jovens e os perfis de cada um.

Diante desses resultados, o McDonald’s, maior gerador do primeiro emprego no Brasil, criou um programa para apoiar os jovens para o início de sua jornada profissional. “Não queremos projetos grandes e sim profundos que motivem e mexam com as pessoas de alguma maneira. Somos uma empresa de gente e nossa crença é na juventude”, afirmou.

Por isso, a empresa desenvolveu um programa que orienta os jovens desde o processo de como se candidatar a um posto de trabalho, se preparar para o relacionamento profissional com colegas de empresa, abertura de conta bancária e entender como compatibilizar seu planejamento profissional aos anseios pessoais.

Mesmo permaneça por um curto período na organização, o jovem recebe também cursos de qualificação (por exemplo, em Gastronomia, Formação em carreira em TI) e se prepara até mesmo para o empreendedorismo.

Os jovens não são educados para trabalhar

O professor Hélio Zylberstajn, professor sênior do departamento de economia da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e sócio fundador da associação brasileira de estudos de trabalho (Abet) afirmou que as escolas não preparam para o mercado de trabalho. “As escolas são acadêmicas e formam os alunos para ingressar na universidade, mas temos que mudar esse processo. O gap entre a saída do ensino médio e da universidade para o mercado de trabalho ainda é muito grande e quando existe o trabalho agregado ao estudo esse gap é menor”, finalizou.

Para Marcelo Nóbrega, diretor de recursos humanos na divisão Brasil da Arcos Dorados, o McDonald´s tem um compromisso com a formação de seus funcionários para o mercado de trabalho. “Oferecemos diversas opções de treinamento para os nossos colaboradores, sendo para crescimento dentro de nossa empresa ou para alçar novos voos. Engana-se quem pensa que nossos colaboradores não são bem preparados, eles são organizados e extremamente comprometidos, temos graduados, pós-graduados, PCDs, diversos gêneros, idades e não excluímos ninguém. Nossas portas estão abertas para o trabalho, assim como para visitação em nossas instalações”.

Fabio Correia, pesquisador de tendências, acompanhou no último ano alunos de 14 a 18 anos do Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba, e estava presente no Fórum. “Os alunos precisam conhecer isso, conhecer esse processo de trabalho. Precisamos desconstruir o discurso de que um emprego em uma empresa é melhor que em outra”, concluiu.

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