No mês do sarcoma de partes moles, conheça o tratamento que pode mudar o cenário da doença

Julho é o mês de conscientização ao sarcoma da partes moles, que é um tipo de câncer raro. A Eli Lilly acaba de lançar no mercado brasileiro o Lartruvo (olaratumabe), medicamento biológico indicado para o tratamento do sarcoma de partes moles avançado, que compõe um grupo heterogêneo de tumores malignos. No estudo JGDG1, os indivíduos que receberam Lartruvo associado à doxorrubicina tiveram um aumento de aproximadamente 12 meses na mediana de sobrevida global quando comparado à doxorrubicia em monoterapia. Isso significou uma redução de 54% no risco de morte quando comparada à doxorrubicina em monoterapia. 

O medicamento foi avaliado de forma prioritária pela ANVISA.

Lartruvo é um tratamento para pacientes adultos não passíveis de opções terapêuticas curativas, com cirurgia ou radioterapia, e que não foram previamente tratados com antraciclinas (uma quimioterapia). O medicamento é um anticorpo monoclonal2 cujo o mecanismo de ação consiste em bloquear o receptor PDGRF-a, uma proteína que ao receber estímulo de outras proteínas promove o crescimento das células tumorais, inibindo a proliferação celular e evitando a progressão do tumor. No estudo de aprovação de Lartruvo, foram incluídos mais de 25 subtipos histológicos que tiveram um benefício consistente levando à aprovação de Lartruvo para qualquer subtipo histológico de Sarcoma de Partes Moles não Kaposi e não GIST.

 

“Por se tratar de um tipo de câncer raro que se manifesta em mais de 50 diferentes subtipos, seu tratamento é de grande complexidade. Apesar da dificuldade, a Lilly conseguiu desenvolver e pesquisar um medicamento seguro e eficaz, com impacto, principalmente, no aumento da sobrevida global do paciente, aumentando a perspectiva em relação ao tratamento”, destaca Claudia Guimarães, Gerente Médica de Oncologia da Lilly.

Destaque no exterior

Nos Estados Unidos, o medicamento recebeu do Food and Drug Administration (FDA) três designações prioritárias: Breakthrough Therapy (como molécula experimental de grande inovação), Fast Track (revisão regulatória acelerada para que o tratamento chegue o mais rapidamente ao paciente) e Doença Órfã (concedido para moléculas em estudo para doenças raras que não tenham uma alternativa terapêutica satisfatória)3. Por esta inovação, a Lilly Oncologia foi reconhecida pela Fundação de Sarcoma da América com o prêmio “Vision of Hope Award”, concedido àqueles que contribuíram de forma significativa para o avanço dos cuidados, tratamento e esperança dos pacientes com sarcoma.

O Sarcoma de Partes Moles

O Sarcoma de partes moles é um câncer raro que representa 8% das neoplasias de crianças e 1% das neoplasias em adultos. Estima-se que aproximadamente 50% dos pacientes diagnosticados desenvolverão metástase. De acordo com a American Cancer Society, a doença é responsável por cerca de 5 mil mortes por ano nos Estados Unidos4. No Brasil, não existem dados oficiais sobre a prevalência e incidência da doença.

 

Referências

Tap WD, Jones RL, Van Tine BA, et al. Olaratumab and doxorubicin versus doxorubicin alone for treatment of soft-tissue sarcoma: an open-label phase 1b and randomised phase 2 trial. Lancet. 2016;388(10043):488-497

 https://www.bio.fiocruz.br/index.php/perguntas-frequentes/70-perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-reativos/227-o-que-sao-anticorpos-monoclonais

https://www.fda.gov/Drugs/InformationOnDrugs/ApprovedDrugs/ucm526087.htm

https://www.cancer.org/cancer/soft-tissue-sarcoma/about/key-statistics.html

vinicius@tinocomunicacao.com.br

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