Vitiligo atinge mais de 1 milhão de brasileiros

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 0,5% da população brasileira tem vitiligo, ou seja, mais de 1 milhão de pessoas. Porém, mesmo não sendo contagioso, ele ainda gera muito preconceito e dúvidas. Para ampliar o conhecimento acerca da doença, foi criado em 2012, no Brasil, o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, fixado em 1º de agosto.

Mariana Werneck Gugelmin, dermatologista credenciada à Amil, em Curitiba, explica que o vitiligo caracteriza-se pela diminuição ou ausência de melanócitos – células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele. “Os primeiros sinais dele são o aparecimento de manchas brancas, que podem ser únicas ou múltiplas, localizadas ou generalizadas, e podem surgir em qualquer área do corpo. Os locais mais comuns são rosto, dedos das mãos e dos pés, pulsos, cotovelos, joelhos, axilas, área genital, umbigo e mamilos”, informa a médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam o vitiligo. Isso porque, como o nosso sistema nervoso está totalmente relacionado com a nossa pele, qualquer estresse ou abalo emocional pode refletir-se em um problema, como, por exemplo, no aumento das manchas. “As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes também parecem estar associados a ela. As células de defesa do organismo reconhecem os melanócitos – responsáveis pela pigmentação da pele – como um corpo estranho a ser combatido”, conta Mariana.

O vitiligo ainda não tem cura e pode aparecer em qualquer idade – as primeiras lesões costumam surgir até os 20 anos. Apesar disso, os seus portadores podem levar uma vida normal, tomando os devidos cuidados (confira-os no boxe abaixo) e realizando o tratamento adequado. “Existem várias formas de tratamento que visam cessar o aumento das manchas e também a repigmentação da pele: medicamentos tópicos, como corticoides e imunomoduladores; fototerapia e banhos de luz; e técnicas cirúrgicas, em alguns casos. No entanto, a indicação da melhor terapia deve ser feita por um dermatologista, após avaliar as características, a extensão e a localização das lesões”, completa a dermatologista.

Cuidados indicados para pessoas com vitiligo:

  • Realize acompanhamento especializado frequente;
  • Faça uso constante de protetor solar;
  • Evite traumas nos locais das lesões, como batidas e arranhões;
  • Evite o uso de roupas apertadas ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele;
  • Não faça tatuagens.

danielle.mendonca@uhgbrasil.com.br

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