Mercados de bairro se consolidam como tendência para o varejo

Notaparana

Segundo maior ramo do país em número de pequenos negócios, setor aposta no relacionamento próximo com o cliente e na qualidade e mix variado de produtos

Proximidade, ofertas especiais, qualidade do hortifrúti, das carnes e embutidos do açougue e a variedade na padaria são alguns dos pontos que cativam os consumidores nos mercados de bairro. Segundo a última pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, em 2015, sobre os minimercados no Brasil, este é o segundo maior ramo do país em número de pequenos negócios e representa 6% do produto interno bruto (PIB) do Brasil. No setor supermercadista, os minimercados representam 35% das vendas. “Acreditamos muito no comércio de vizinhança e nossa estratégia de trabalho é em boa parte voltada para o atendimento desse segmento”, destaca Tiago Bocchi, proprietário do Comercial Bocchi, distribuidor atacadista que atende supermercados, mercearias, panificadoras, lojas de conveniência e os setores de food service e hotelaria.

Tiago observa que a evolução da atitude empresarial dos mercados de bairro é nítida e o segmento tem se estruturado cada vez mais para melhorar a comercialização dos produtos e o atendimento ao público. O objetivo é que o consumidor encontre o que precisa com preços atrativos e se sinta à vontade, além de minimizar o impacto das novas tecnologias e a mudança de estratégia dos grandes players. “Como extensão da indústria, temos o papel de auxiliar nossos clientes a entender e atender as novas demandas, fortalecendo-os e permitindo que tenham acesso a marcas importantes e condições comerciais para obter lucro. Acreditamos que o empreendedorismo e a expertise empresarial do pequeno varejista é a sua grande fortaleza”, acrescenta o empresário.

Desempenho positivo no comércio gera investimento no mercado imobiliário

Um reflexo do crescimento desse nicho do mercado varejista é a ampliação da Bocchi. Há quase 20 anos em um imóvel da DCL Real Estate, a empresa se prepara para no próximo ano realizar o sonho de ter um imóvel próprio. O empresário projetou a nova sede com foco na eficiência logística, estrutura de armazenagem e movimentação adequadas ao seu tipo de atividade a exemplo do galpão que ocupa hoje na Vila Hauer. Estar em um local com canais de escoamento rápido para bairros periféricos e região metropolitana fez parte dos acertos do empresário.

Para o Tiago, optar pela locação do imóvel no início de sua atuação foi importante para a estruturação da Bocchi. Os recursos que seriam utilizados para construir a sede foram direcionados para aumentar os estoques, investir na diversificação do mix de produtos e expandir a área de atuação.

Prospectar tendência do mercado varejista para alcançar excelência nos negócios

Além do imóvel na Vila Hauer, estudo realizados pela DCL mostram que em Pinhais há uma grande oportunidade para o crescimento desses mercados de bairro. A empresa possui uma área ideal para a instalação de um supermercado de médio porte. A ideia é realizar a construção sob medida, modalidade mais conhecida como Built to Suit. “Nós buscamos oferecer as melhores soluções para que os nossos clientes cresçam de maneira sólida e consistente. Vamos além da relação comercial na locação de um imóvel: dividimos nossa expertise. Presenciar este passo importante para a Bocchi, por exemplo, traz a tona nossa orgulhosa herança de servir melhor e reforça nosso compromisso com a eficiência e a geração de valor nos negócios”, Paola Noguchi, diretora executiva da DCL Real Estate.

silvia@voracomunicacao.com.br