Fique atento aos sintomas, pode ser apneia do sono, que também pode afetar as crianças.

O ronco em adultos é muito comum e por isso muitos pais consideram ser normal quando acontece nos pequenos. Porém é um problema de saúde, que pode prejudicar muito no desenvolvimento da criança.

De acordo com a otorrinopediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), de Curitiba, Dra. Scheila Gambeta Sass, os pais devem ficar atentos ao sono dos filhos. Isso porque roncos noturnos, dificuldade para respirar, sono agitado, suor excessivo durante sono, nariz sempre trancado e escorrendo, podem indicar que a criança possui apneia, distúrbio que bloqueia a entrada de oxigênio no organismo. “Essa interrupção de fluxo de ar, é de seis segundos nas crianças menores, com aumento da frequência respiratória”, explica a Dra. O pico da doença ocorre aos 4 anos, mas pode ocorrer desde o primeiro até os dez anos de vida.

Se o problema não for tratado, pode trazer graves consequências. O principal é relacionado ao crescimento. Sem o ciclo completo de sono, a criança libera quantidade insuficiente de GH ( hormônio do crescimento), secretado preferencialmente à noite, o que ocasiona altura e peso baixos.

Outra complicação é a falta de atenção, sonolência, e dificuldade na aprendizagem. Além de deixar a criança agitada de dia, o que atrapalha a concentração em sala de aula, a apneia impede a absorção do que foi aprendido, pois é na fase mais profunda do sono que se gravam as informações. “Tudo isto também se estende aos pais, que dormem mal para lidar com os problemas do sono do filho”, alerta a otorrinopediatra.

Nos casos mais graves, o ronco pode significar falta de oxigenação crônica grave, que pode ocasionar alterações que ameaçam a vida do paciente, como por exemplo alterações cardíacas e pulmonares graves, lesões neurológicas ou mesmo óbito em casos muito graves. “Felizmente, estes casos graves são raros”, comenta a médica.

Causas

De acordo com a especialista o surgimento da apneia em crianças, pode ter diversos fatores relacionados, como aumento das amígdalas, adenoide e rinite alérgica. O tratamento é realizado conforme a sua causa. “Para as crianças que apresentam aumento das amígdalas e adenoides, é realizada a cirurgia, já no caso de rinite alérgica, o tratamento é realizado com spray nasal, na maioria dos casos”, afirma a Dra.

A cirurgia da amígdalas e adenoides, segundo a médica é simples e segura. É realizada com anestesia geral. “A criança dorme, não sente nada e recebe alta no mesmo dia da cirurgia. A garganta dói por três a sete dias”, diz. Já Adolescentes podem ter desconforto por até duas semanas. “Felizmente, as dores são bem controladas com analgésicos”, complementa.

A decisão por realizar a cirurgia deve ser baseada nos sintomas e não na idade. Por isso crianças com menos de três anos já podem realizar a cirurgia, apesar de eventualmente existir uma relutância dos pais em relação à idade. “O que deve ser considerado é a melhora importante da criança após a cirurgia, evitando as complicações que a doença possa trazer”, orienta Dra Scheila.

imprensa@hnsg.org.br

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