Água não é nosso negócio, é nossa responsabilidade

O Parque Nacional do Iguazú é casa de um dos principais atrativos mundiais, as Cataratas do Iguazú. Formada por um conjunto de aproximadamente 275 quedas, o atrativo é uma das mais belas expressões da natureza, com a demonstração ímpar da força das águas. Todos os anos, milhares de visitantes admiram e registram o balé do Rio Iguazú, com a certeza de que a área de conservação é respeitada. Prova disso, é a utilização de células vegetadas para o tratamento de esgoto, que já converteu mais de 220 toneladas de resíduo em material inofensivo à natureza.

Diariamente, milhares de visitantes acessam a unidade de conservação em Puerto Iguazú, Argentina, cidade que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, para admirar um dos mais conhecidos conjuntos de quedas do mundo. O passeio é de uma beleza única. Mas além de encontrar um desenho perfeito da natureza, o visitante encontra uma demonstração de respeito e admiração. Todos os caminhos levam as Cataratas e, todos os caminhos, foram pensados para que as pessoas pudessem admirar o rio, suas águas, fauna e flora, com o máximo de proximidade e segurança.

Segurança, não somente para os humanos, mas principalmente com a natureza. Pelos trajetos que levam a Garganta do Diabo, circuito Superior e Inferior, as passarelas foram planejadas para a menor interferência no percurso natural da água. Quase sempre sobre as águas, essas passarelas foram projetadas para canalizar o fluxo de visitantes, mas em casos de grande vazão (uma grande cheia), o projeto permite rebaixar as grades de proteção, o que deixa a água livre, sem poluição ou obstrução ao curso da natureza.

Outro destaque implantado pela Iguazú Argentina, concessionária que administra o Parque, foi a criação de células vegetadas. Uma inovação na preservação do meio ambiente que uniu em trabalho conjunto Estado e a entidade privada para o cuidado da biodiversidade da mata da região e, principalmente os recursos hídricos. O pensamento é simples: “a vida do parque implica na utilização de água”, portanto, os dejetos precisam de destinação correta.

Da maneira natural, pensando em uma solução ambientalmente correta, a Iguazú Argentina desenhou e instalou 12 células para tratamento do descarte desse esgoto, aproveitando o piso de filtragem e os drenos das células de secagem existentes, chamados de “células vegetadas”. Esse projeto, totalmente natural, já converteu mais de 220 toneladas de resíduos em um produto inofensivo, que permite sua reutilização segura em enriquecimento de solos –  uma espécie de lodo tratado que pode até ser usado como fertilizante.

Esse mecanismo deve durar 10 anos, e quando se esgotar a capacidade das células, o conteúdo acumulado será removido, a superfície filtrante será recomposta e, na sequência, será replantada uma nova célula, que poderá ser operada novamente reduzindo o risco sanitário de manuseio e, quase sem custo energético.

Com isso, a empresa reafirma o compromisso com os recursos naturais, através de um trabalho no Parque Nacional do Iguazú que alia ação para proteger o meio ambiente e os recursos naturais ao bem receber o visitante. Isso fica claro desde o design das passarelas, passeios e transportes, tudo é desenhado de acordo com o ciclo natural. Afirmando que a água é uma fonte de emoções intensas para os visitantes e a própria essência da vida no destino.

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