Microcirurgia: procedimento permite reconstruir partes do corpo que foram mutiladas por doenças ou acidentes

A jovem que teve o couro cabeludo arrancado por um kart passou por uma cirurgia de reconstrução na última semana, no Hospital Especializado de Ribeirão Preto. O procedimento realizado foi a microcirurgia reconstrutiva, técnica cirúrgica baseada no uso de aparelhos de aumento (microscópio ou lupa cirúrgicos) e de instrumentos especiais para a manipulação de estruturas anatômicas de pequenas dimensões, na ordem de milímetros.
O médico cirurgião plástico Bruno Legnani, especialista em microcirurgia, fala que a técnica é usada para reconstrução de partes do corpo e membros, e muito importante para minimizar riscos e perdas decorrentes de doenças e mutilações. “A microcirurgia permite reimplantar membros amputados, transplantar tecidos do corpo para corrigir defeitos, com resultados muito bons, inclusive na recuperação de movimentos em caso de paralisia”, afirma.
É possível reconstruir tecidos, nervos, ossos e veias que foram completamente destruídos, usando outras partes do corpo com a mesma finalidade. “Usar um nervo do pé e colocar na face, um tecido da perna e colocar no rosto. As possibilidades são inúmeras e os resultados impressionantes”, afirma o médico, que lista entre os principais benefícios o normal funcionamento da área afetada, além do resultado estético, muito satisfatório se comparado a lesão original. A técnica exige conhecimento e habilidade dos profissionais, e muitas vezes é realizada como emergência, pós-trauma.

Sobre Bruno Legnani:
O médico cirurgião plástico Bruno Legnani possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), tem residência médica em cirurgia plástica e microcirurgia pelo Instituto Nacional do Câncer e fellow internacional em cirurgia plástica estética na Akademikliniken, na Suécia.

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