Cirurgia reparadora das mamas pós-retirada de tumor é garantida por lei

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Para pacientes que realizam a retirada total ou parcial das mamas, normalmente após lesões malignas, a cirurgia reparadora das mamas é um procedimento previsto em lei e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde aponta que em 2019 foram realizadas 1.258 mastectomias e 130 cirurgias reparadoras. No ano passado, foram 16.452 e 1.901,respectivamente.

O médico cirurgião plástico Bruno Legnani, especialista em microcirurgia, realiza o procedimento em Curitiba. O profissional explica que a cirurgia faz parte do tratamento da doença e não é usada apenas para fins estéticos. “A autoestima está diretamente ligada com o sucesso do tratamento. Na maioria das vezes, o procedimento é realizado em seguida à retirada do tumor”, explica.

Após a cirurgia, o médico avalia cada caso e complementa a mama com uma prótese de silicone ou também com tecido gorduroso, retirado do próprio corpo da paciente. “A conquista é que o SUS garante a cirurgia reparadora nas duas mamas, com foco em manter a simetria e garantir assim a satisfação total da paciente”, comemora.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelou que o Brasil somará cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019. No mundo, afeta 2,1 milhões de pessoas por ano e é o quinto que mais mata, de acordo com o Globocan 2018, um estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer. “É importante manter os exames em dia, realizar mamografias periódicas e, principalmente, ter bons hábitos de saúde, como praticar exercícios físicos e ter uma alimentação equilibrada, como forma de prevenir e combater a doença”, afirma Legnani.

Sobre Bruno Legnani:

O médico cirurgião plástico Bruno Legnani possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), tem residência médica em cirurgia plástica e microcirurgia pelo Instituto Nacional do Câncer e fellow internacional em cirurgia plástica estética na Akademikliniken, na Suécia.

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