5 mitos e verdades sobre doenças contraídas no salão de beleza

Não há quem não recorra aos salões de beleza para ficar mais apresentável para um grande evento ou apenas para se sentir bem consigo mesmo. Porém, o que poucas pessoas que frequentam salões sabem é que esses locais podem colocar sua saúde em risco, se alguns detalhes não forem observados. “Pode parecer exagero, mas é preciso ficar atento ao frequentar esses locais, pois cresce cada vez mais o número de doenças contraídas em salões e espaços de beleza, que são, em sua maioria, causadas pelos compartilhamento de escovas, pentes e outros utensílios que não são devidamente higienizados”, explica a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para ajudar você a evitar complicações ao frequentar salões, a especialista desvendou os mitos que envolvem o local. Confira:

Escova de cabelo pode transmitir doenças. Verdade. “O compartilhamento de pentes e escovas de cabelo pode levar a infecção por fungos e bactérias no couro cabeludo, que podem causar micose e dermatite seborreica, popularmente conhecida por caspa. Por isso, é importante ficar atento e verificar se os instrumentos utilizados no seu salão são devidamente higienizados, o que pode ser realizado através de lavagem com água e detergente ou água sanitária. Em caso de dúvidas, o ideal é que você leve sua própria escova.”

Apenas escovas não esterilizadas podem transmitir piolhos. Mito. “Escovas que não foram devidamente higienizadas possuem maior risco de transmitirem piolho. Porém, o parasita também pode ser facilmente transmitido através de contato ou do compartilhamento de objetos como toucas e capas utilizadas na hora de cortar o cabelo. Logo, esses objetos também devem ser higienizados entre cada uso.”

Tesouras e lâminas também podem transmitir doenças. Verdade. “Objetos cortantes ou perfurantes, quando contaminados com sangue fresco devido ao corte recente, podem transmitir os vírus da hepatite ou do HIV. A melhor maneira de prevenir isso é, novamente, certificar-se de que tesouras, lâminas de barbear e até mesmo máquinas de cortar cabelo foram devidamente esterilizadas antes de serem usadas.”

Lavabos também devem ser esterilizados para evitar a transmissão de doenças capilares. Verdade e mito. “Lavabos devem sim ser esterilizados entre cada uso para evitar complicações. Porém, nesse caso, o risco de contaminação não é de doenças capilares, já que essas necessitam de contato direto com o couro cabeludo para serem transmitidas, e sim de doenças cutâneas, como dermatites e alergias, devido ao contato das cadeiras com a pele.”

Escova progressivas trazem riscos à saúde. Verdade. “É preciso tomar cuidado, pois muitos salões de beleza brasileiros ainda insistem em usar formol em suas fórmulas de alisamento, substância que é proibida pela ANVISA para ser usada com alisante de cabelos desde 2009. Isso por que o componente pode causar uma série de malefícios a saúde, como queda de cabelo, alergias, irritação cutânea, queimaduras, dores de barriga, enjoo, tosse e até mesmo câncer no nariz e garganta. Dessa forma, é importante que antes de alisar os cabelos você verifique se o produto que será utilizado por seu cabeleireiro tem a aprovação da ANVISA. Além disso, as outras escovas progressivas ácidas também podem causar prejuízos à saúde, pois também liberam formol.”

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

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