Anna Triz canta paixões avassaladoras no EP visual “A Mulher Que Matou os Peixes”

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Crédito: Filipe Braga

Cantora, compositora e artista performática carioca, Anna Triz faz de suas canções um reflexo direto de quem é e das bandeiras que defende. Cantando amores conturbados, paixões avassaladoras e um processo de amor próprio e aceitação, ela une MPB, indie rock e synthpop. Mesclando teatralidade e performance visceral, ela lança “A Mulher Que Matou os Peixes”, um EP e álbum visual que está disponível em todas as plataformas de música digital.

Ouça o “A Mulher Que Matou os Peixes”: http://smarturl.it/AMQMOPAnnaTriz

Assista ao álbum visual: http://bit.ly/AnnaTrizVisualAlbum

Confira o faixa-a-faixa abaixo

Com produção, mixagem e masterização de Diogo Knust, o registro é uma coletânea de sentimentos reunidos em torno de uma poética que impactou a artista: a da escritora Clarice Lispector.

“As músicas não tinham pretensão de formar um EP, mas acabaram conversando muito entre si. Durante as gravações dos clipes, me deparei com um CD de contos infantis da Clarice Lispector sendo narrados e ouvi ‘A mulher que matou os peixes’. Uma mulher que fala de culpa por ter matado, de medo do que vão pensar, que implora pelo perdão de quem a escuta… Uma mulher que fez coisas ruins mas que sabe que lá no fundo não é ruim e aí tudo fez sentido…”, conta ela.

Com apenas 21 anos, Anna Triz começou sua jornada de descoberta em 2017. Ela gravou um EP como um modo de registrar as canções que estava compondo e publicou as faixas despretensiosamente no Soundcloud. Foi na rede que o selo Valente Records descobriu a artista e ajudou a moldar os primeiros passos.

Em meados do ano passado, ela lançou oficialmente o EP finalizado, intitulado “A Nova Vênus”, que foi o primeiro passo para um mergulho mais profundo que estaria por vir com o novo álbum.

“Reunir essas músicas e transformar num trabalho coeso foi mais uma tentativa de tentar me entender, assim como qualquer forma de arte que eu uso pra me expressar”, conclui Anna.

O EP “A Mulher Que Matou os Peixes” está disponível em todos o serviços de streaming de música e o visual album, no canal do YouTube da artista.

Ouça o “A Mulher Que Matou os Peixes”: http://smarturl.it/AMQMOPAnnaTriz

Assista ao álbum visual: http://bit.ly/AnnaTrizVisualAlbum

Ficha técnica

Composições por Anna Triz

Produção, masterização e mixagem: Diogo Knust 

Faixa-a-Faixa, por Anna Triz:

Eu te odeio (porque eu te amo): Foi a primeira música que eu escrevi do EP. Estava no meio de um relacionamento estranho, senti que joguei muitas expectativas em cima de algo completamente inventado na minha cabeça e eu queria sempre de qualquer forma acreditar que aquilo era o certo pra mim. Essa música (e o clipe) falam um pouco desse otimismo quase sarcástico, quase que em forma de desespero, onde eu quero acreditar de qualquer forma que as coisas vão ficar bem. 

Musa: Não veio direcionada a ninguém, foi uma síntese de alguns homens com quem me relacionei. Costumo assumir esse papel nos relacionamentos, de uma submissão disfarçada de poder. Quero acreditar que eu sou a musa, e tá tudo bem ser subjugada desde que eu continue sendo sua obra de arte, seu totem, só uma musa para ser admirada e não verdadeiramente apreciada pelo que se é. Acho que também fala da intensidade exagerada que eu dou a tudo, talvez por isso a submissão… por acreditar demais no amor. 

Agonia: Essa música fala sobre o medo constante que meu parceiro tinha de me perder, ou de não me compreender o suficiente. Nela eu abordo alguns aspectos do transtorno de personalidade borderline e como é se relacionar com alguém que tem. A inconstância, a minha vontade constante de fugir e me reconstruir do zero, na esperança de construir uma personalidade mais sólida e coesa.

Culpa: Veio no fim desse relacionamento. Foi uma música impulsiva. Nela, eu falo um pouco sobre todas as minhas más intenções e exploro o meu lado odioso, mas no final das contas o que eu senti falando essas coisas foi culpa. 

Lar: Totalmente auto explicativa. Eu não aguento mais. Eu não quero ter que me desculpar por existir, eu sou meu lar. 

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