Exame para detectar câncer de próstata pode reduzir em 30% a necessidade de biópsias

De acordo com o INCA, o Instituto Nacional de Câncer, são esperados cerca de 60 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil anualmente. Treze mil mortes são atribuídas à doença. Mas na luta contra a enfermidade surge um exame, ainda pouco conhecido no país, mais eficiente na seleção do paciente para a realização da biópsia prostática: o índice de saúde da próstata – phi, mais preciso que os exames hoje comumente usados.

O exame do PSA (Antígeno Prostático Específico, do inglês Prostate Specific Antigen) mede a quantidade dessa enzima no sangue, naturalmente produzida pela próstata. Níveis elevados de PSA servem de alerta ao médico para a pesquisa de doenças relacionadas à glândula. Não só o câncer, mas também outras patologias benignas, o que acaba resultando em indicações desnecessárias de biópsia prostática em um número significativo de pacientes sem câncer. Isso porque o índice de PSA elevado no sangue pode ser consequência de outras enfermidades como prostatite aguda, prostatite crônica e hiperplasia prostática benigna. Ou seja, sua precisão é limitada.

O exame do índice de saúde da próstata-phi utiliza a combinação de três marcadores presentes na amostra sanguínea: o PSA livre, o PSA total e o p2PSA. Um cálculo matemático permite determinar com mais assertividade as chances do paciente ter câncer de próstata. “O p2PSA garante, em questão de segundos, o que chamamos de maior especificidade para câncer. Ele é uma fração do PSA, que só vai constar alterado no resultado se, realmente, o paciente estiver com a doença. Com certeza representa um diagnóstico diferenciado”, avalia o professor Dr. Adagmar Andriolo, médico patologista clínico, chefe da disciplina de Medicina Laboratorial da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial. “O teste é recomendado para homens que apresentam um nível de PSA total entre 2,0 e 10,0 ng/Ml e sem alteração no exame de toque retal”.

O exame pode reduzir em até 30% a necessidade de biópsias, um procedimento invasivo, que pode provocar infecção e sangramento. Aproximadamente 75% das biópsias prostáticas realizadas têm resultado negativo para o câncer.

A eficácia do índice de saúde da próstata-phi foi comprovada em mais de 80 publicações científicas ao redor do mundo. O exame é aprovado desde 2012 pela FDA, Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, e recomendado pela National Comprehensive Cancer Network como ferramenta para um melhor diagnóstico do câncer de próstata. [email protected]

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