Hábitos de consumo da geração Z representam oportunidade para transformar compras a bordo

A geração Z, formada por aqueles que nasceram entre 1997 e 2012, é composta por jovens que deixam os gastos de viagens para a última hora, o que representa uma oportunidade para que as companhias aéreas revolucionem as compras online a bordo e repensem a receita da jornada do cliente. Uma nova pesquisa da London School of Economics and Political Science (LSE) encomendada pela Inmarsat Aviation sugere que até 2028, os passageiros da Geração Z gastarão, em média, US$ 26 em compras de viagem durante o voo.
A previsão é que a geração Z se torne na próxima década o maior grupo de passageiros das companhias aéreas em todo o mundo, com 1,2 bilhão de viagens aéreas por ano até 2028, segundo estimativas da Inmarsat Aviation. A LSE calcula que esse grupo de consumidores gaste atualmente US$ 3,6 bilhões em itens e serviços nas semanas que antecedem uma viagem e na chegada ao seu destino. Essas conclusões chamam a atenção para uma oportunidade real para que as companhias aéreas transformem os gastos a bordo e ganhem uma parcela da receita com um novo modelo de vendas online que atendam o hábito de “tudo na última hora” dos “passageiros digitais” de hoje.

O estudo analisou as decisões de compra tomadas durante as três fases principais da jornada do cliente antes de uma viagem de férias: mais de uma semana antes, nos dias anteriores e na chegada ao destino. A conclusão é que a geração Z é a mais provável de todas a adiar a compra de produtos e serviços para a viagem até os dias que antecedem o voo.
Embora hoje em dia, segundo dados da Inmarsat Aviation, somente um em cada dez passageiros faça uma compra livre de impostos a bordo quando viajam de avião, existe uma oportunidade concreta para que as companhias aéreas monetizem a tendência crescente dos gastos de última hora. De acordo com a LSE, 70% dos passageiros das gerações Y e Z dizem que adiariam as providências para sua viagem até o dia do voo em si, se houvesse uma conexão Wi-Fi confiável a bordo e se a infraestrutura de entrega necessária estivesse bem finalizada.

Alexander Grous, autor da pesquisa, e PhD. do Departamento de Mídia e Comunicação da LSE, afirma: “Por terem crescido em um mundo digital com a conectividade na ponta dos dedos, na maioria das vezes a Geração Z toma decisões de última hora quando se trata de planejamento e preparação de viagens. Essa mudança de comportamento significa uma excelente oportunidade para as companhias aéreas estabelecerem parcerias inovadoras com varejistas globais e locais que ampliem as possibilidades de gastos a bordo”.
Por sua vez, Philip Balaam, Presidente da Inmarsat Aviation, ressalta: “Se os passageiros trocarem os canais tradicionais de compras por gastos em voo, como aparentemente acontecerá na próxima década, as implicações para as companhias aéreas e varejistas serão enormes. Podemos estar à beira de uma mudança de gastos com viagens, muito parecida com a migração das compras offline para online que vimos acontecer na última década”.

Dominic Walters, Vice Presidente de Comunicação e Estratégia de Marketing da Inmarsat Aviation destaca: “O desenvolvimento de uma infraestrutura conectada construída para gastos a bordo será uma vantagem tanto para as companhias aéreas como para os passageiros, dando a estas empresas a chance de cativar uma fatia da receita atualmente gasta em outros lugares na jornada do cliente, economizando tempo valioso para os passageiros, antes e depois do voo. Esta é, de fato, esta é uma revolução que está pronta para acontecer, com as companhias aéreas de todo o mundo já ampliando suas ofertas de conectividade e uma tendência crescente de gastos de última hora entre os grupos de passageiros mais jovens”.

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