Instituição de apadrinhamento afetivo promove sua última reunião do ano

Hoje, cerca de 46 mil crianças estão vivendo em abrigos em todo o Brasil. No entanto, apenas 16,3% (7.493) delas estão disponíveis para adoção, segundo balanço do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança tem direito à convivência familiar e comunitária, mas como proporcionar que as crianças e adolescentes tenham acesso a isso dentro dos abrigos? O apadrinhamento afetivo veio como uma forma de oferecer experiências e referências afetivas fora do contexto do acolhimento institucional.

O projeto de apadrinhamento tem o objetivo de promover a crianças e adolescentes de 11 a 18 anos, que têm chances de adoção remotas, um convívio social e familiar a partir de vínculos seguros e duradouros entre eles e pessoas da comunidade. Os padrinhos não se tornarão guardiões do afilhado, nem terão vinculo familiar, mas serão referência na vida da criança ou adolescente, oferecendo apoio. Os padrinhos visitam seus afilhados no abrigo, levam para passear, os inserem na rotina da sua família, acompanham nas tarefas da escola, auxiliam no seu crescimento, etc.

A instituição Recriar Família e Adoção vem há 23 anos desenvolvendo trabalhos sociais para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, de Curitiba e Região Metropolitana, e desde 2008 realiza o apadrinhamento afetivo. “O trabalho que a Recriar faz é acolher as pessoas que têm a intenção de apadrinhar. Para isso, oferece uma reunião, que acontece mensalmente, de esclarecimento com os candidatos”, diz Ana Lucia Grochowicz Cavalcantepsicóloga e coordenadora de projetos da Recriar.

Após essa primeira etapa, os interessados passam por entrevistas com as psicólogas e assistentes sociais e passam por uma visita da equipe técnica em sua residência para analisar se estão aptos a apadrinhar. Só então a Recriar seleciona os padrinhos que são compatíveis com o perfil da criança e inicia a aproximação entre os dois. “Nesses 11 anos de projeto, já promovemos aproximadamente 300 apadrinhamentos”, relata Ana Lucia.

No próximo sábado, dia 9/11 das 9h às 12h, a Recriar irá promover a sua última reunião deste ano. O encontro de acolhimento de padrinhos acontecerá na sede da instituição que fica na Rua Carneiro Lobo, 35, casa fundos, Bairro Água Verde. Não é necessário fazer inscrição.

 

Critérios para o Apadrinhamento Afetivo:

 

• Ter disponibilidade de tempo para participar efetivamente da vida do(a) afilhado(a) (visitas ao abrigo, a escola, passeios);

• Ter mais de 21 anos (respeitando a diferença de ser 16 anos mais velho do que a criança ou adolescente);

• Participar das oficinas e reuniões com a equipe técnica do projeto;

• Contar com mais uma pessoa da família que também possa participar das Oficinas de Esclarecimentos;

• Apresentar toda a documentação exigida;

• Consentir visitas técnica na sua residência;

• Respeitar as regras e normas colocadas pelos responsáveis do projeto e dos abrigos.

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

Contato Recriar – Família e Adoção

Telefone: (41) 3264-4412

E-mail: [email protected]

 [email protected]

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