O problema do lixo eletrônico no Brasil

Todos os anos, cerca de 2 milhões de toneladas de e-lixo são descartadas no país

Lixo eletrônico descartado na natureza
Metade do e-lixo produzido corresponde a dispositivos pessoais, como smartphones, computadores, monitores, TVs e tablets – itens com ciclo de uso menor e que costumamos trocar com alguma frequência.Metade do e-lixo produzido corresponde a dispositivos pessoais, como smartphones, computadores, monitores, TVs e tablets – itens com ciclo de uso menor e que costumamos trocar com alguma frequência.

Sobre o descarte correto do lixo que produzimos em nossas casas você certamente você já leu diversas matérias, além de inúmeras campanha destacando a importância e conscientização do descarte correto. Sobre, por exemplo, como separar o vidro, o plástico e o aço (materiais recicláveis) dos restos de comida (materiais orgânicos).

Essa é uma preocupação real, afinal, cada pessoa produz, em média, todos os anos, cerca de 400 kg de lixo. O que gerou em 2018 mais de 11 toneladas de lixo e apenas 1,28% de reciclagem. É muita coisa e não a toa ocupamos o 4º lugar no ranking entre os países produzem mais lixo no mundo de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Mas um outro tipo de lixo vem ganhando cada vez mais preocupação: o e-lixo ou lixo eletrônico. Isso porque o acesso e consumo, cada vez maior, a equipamentos eletrônicos, tem gerado um desejo de troca constantes dos produtos.

Problema do lixo eletrônico
A estimativa sejam produzidos, todos os anos, de 7 a 10 kg de lixo eletrônico por habitante no Brasil.

Todos os anos, centenas de modelos de celulares são lançados, de todos os tipos, cores e configurações. O mesmo vale para smart tv, home theaters, sons, tablets, computadores e por aí vai. Com tanto lançamento e possibilidades, quem não fica tentado a trocar de eletrônico com frequência?

Para corroborar como o rápido avanço dos produtos tecnológicos e a popularização desses equipamentos tem acelerado o problema do descarte do e-lixo, o time de pesquisa da Betway Cassino Online, publicou uma matéria completa e bastante interessante sobre o tamanho do problema dos lixos eletrônicos, especialmente no Brasil. 

No post, o pesquisador colaborador da Universidade de São Paulo (USP) e fundador e articulador de projetos sobre lixo eletrônico, Hernani Dimantas, esclarece que o e-lixo não é apenas composto por produtos quebrados, mas sim equipamentos ultrapassados, que funcionam perfeitamente, mas não atendem mais às necessidades de que os comprou.

São toneladas de computadores, monitores, smartphones, celulares, tablets, smart tvs e outros eletrônicos descartados anualmente sem nenhum tipo de cuidado ou atenção. Lâmpadas, pilhas e baterias também entram nessa conta.

Infográfico sobre lixo eletrônico
No infográfico desenvolvido pela Betway é possível ter uma visão mais clara do tamanho do problema do lixo eletrônico no mundo.

E essa é uma conta que não fecha. Se de uma lado a indústria tecnológica gera milhões de empregos em todo mundo (e muito lucro!), de outro o problema ambiental é latente: 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas todos os anos.

Para se ter ideia, se todo esse lixo fosse enviado para um mesmo local seria possível encher mais de 1,4 mil estádios do Maracanã. Só no Brasil são gerados cerca de 2 milhões de toneladas de e-lixo.

O problema é que todo esse material jogado no lixo sem qualquer tipo de preocupação provoca danos extremamente prejudiciais a natureza e, por consequência, a saúde da população. Já que com espaços contaminados pelo mercúrio, chumbo, fósforo e outros componentes presentes nesses equipamentos, o solo e a água acabam afetando diretamente as pessoas e animais.

MAS O QUE FAZER PARA RESOLVER O PROBLEMA DO E-LIXO?

A tecnologia é uma realidade da qual não se pode voltar. Compreender que esse tipo de lixo será cada vez mais presente e constante na realidade do novo mundo é o primeiro passo para lidar  com o problema.

Mas como os demais lixos produzidos nas casas (indústrias e comércios), a conscientização é o papel mais fundamental, pois o caminho para colocar essa balança em equilíbrio passa pela reciclagem e reciclar passa por pessoas conscientes.

Para materiais em boas condições de uso, buscar a reutilização é uma boa alternativa, como uma doação a ONGs, por exemplo. Já os equipamentos que não podem ser reaproveitados precisam ser descartados com segurança, em espaços pensados para esse fim. Em Curitiba, por exemplo, um ônibus passa nos terminais da cidade recolhendo os materiais.

Alguns comércios, como supermercados, costumam receber pilhas e baterias e ajudam a dar o encaminhamento correto para o fim correto do lixo eletrônico.

De forma alguma os resíduos devem ser descartados diretamente na natureza, mesmo que em aterros sanitários. O descarte correto evita a contaminação do solo e da água e protege a saúde, não só da natureza, como humana.

Por isso, a recomendação é que caso não saiba o que fazer com os eletrônicos, pilhas e baterias que não tem mais utilidade, entre em contato com a Prefeitura do seu município.