Tiago Rosas transforma o cotidiano em crônicas reflexivas e bem-humoradas em disco de estreia

Infortúnios pessoais, olhar para si próprio e crônicas bem-humoradas viram canções na estreia do cantor e compositor Tiago Rosas. “Crenças e Tramas” é um lançamento do selo Cantores del Mundo e já está disponível nas plataformas de streaming. Tiago constrói suas narrativas a partir de bases rítmicas cruas e repetições melódicas, uma característica que, em diferentes medidas, permeia todo o álbum.

Ouça o disco: https://smarturl.it/CrencaseTramas

Confira o faixa-a-faixa abaixo

“Apesar da minha antiga relação com a canção, somente agora pude lançar meu trabalho solo. Mesmo com uma bagagem de canções anteriores, decidi compor um trabalho todo novo que tivesse um mesmo traço no discurso e na sonoridade. Tudo isso faz com que a chegada desse trabalho me renove e atualize com minha expressão artística. Parece que após uma estrada percorrida, finalmente eu parei para cantar a minha própria voz no presente. O surgimento e a urgência da chegada deste trabalho, sem dúvida, caminham paralelamente com experiências fortes na minha vida pessoal. Muitas transformações, como o início da vida conjugal, a paternidade, a perda de um dos meus filhos seguida de uma grave doença neurológica que eu tive foram fatos que impulsionaram minha vontade de criar. Depois de tanta coisa, minha vontade de expressar um discurso como artista tinha que se concretizar”, reflete Tiago.

Fruto de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo, “Crenças e Tramas” traz à tona a experiência de anos dedicados à música misturada ao frescor de uma voz que se destaca no cenário da nova música brasileira. Seja como intérprete, instrumentista ou compositor, Rosas entrega uma poética crua que ganha forma com as influências rítmicas do rock, funk e jazz junto a harmonias e melodias da MPB.

Assista ao clipe “É o homem”: https://youtu.be/d3F2vBZdsCY

Assista ao clipe “Crenças e Tramas”: https://youtu.be/4siIdE-YF6Q

“Me dediquei a compor canções mais ousadas, que reivindiquem a existência através da matéria rotineira do dia-a-dia. O cotidiano simultaneamente como fonte de inspiração e lugar de expressão. Apenas a potência desse próprio ser, desse fazer, desse cantar. O álbum assume a levada rítmica da música estrangeira para também fazer soar melodias e harmonias reconhecíveis na música brasileira. Uma canção que tenha elementos fáceis e reconhecíveis, mas que juntos, produzam uma narrativa surpreendente”, conta o artista.

Fundado por Tita Parra, neta da lendária folclorista chilena Violeta Parra, o selo Cantores del Mundo é atualmente gerido por Arthus Fochi e Guilherme Marques. Também participam de “Crenças e Tramas” Hugo Noguchi (baixo e coro)  e Lucas Fixel (bateria e coro). Já a masterização foi feita por Alexandre Rabaço. O álbum está disponível em todas as plataformas de música digital.

Ouça “Crenças e Tramas”: https://smarturl.it/CrencaseTramas

Ficha técnica

 

Músicas e letras: Tiago Rosas

Violão e voz: Tiago Rosas

Baixo: Hugo Noguchi

Bateria: Lucas Fixel

Coro Vocal (nas faixas “Outro Neném” e “Fôlego”): Hugo Noguchi, Lucas Fixel, Arthus Fochi

Gravação e mixagem: Guilherme Marques

Masterização: Alexandre Rabaço

Selo: Cantores del Mundo

Arte: Isabel Veiga

 

Faixa-a-faixa por Tiago Rosas:

 

Crenças e Tramas: Esta canção de abertura é um canto que já avisa boa parte do que virá no disco: uma tentativa de inventar potência nos ritos desapercebidos do cotidiano. A estrutura musical repetitiva cria uma espécie de pedal sonoro para evocar esse sentimento.

 

Além do Azul: Mantém uma base mântrica que se assemelha à faixa anterior. Desta vez, a voz que nos fala anuncia leis e crenças diante de uma jornada de vida. A canção levanta temas da existência como dor, morte e ressignificação destes processos. 

 

Eu vi minha mãe: A base sonora repetitiva agora serve para uma melodia improvisada e livre, em diversos momentos como um instrumento de sopro. O retrato da mãe e o que ele pode sugerir sobre o canto que se faz presente.

 

É o homem: Uma canção que trata de um olhar para si próprio ao pensar possibilidades para os medos, angústias e dúvidas. Melodia e harmonia constroem uma narrativa bem amarrada de início, meio e fim, assim como o diálogo crescente entre baixo e bateria.

 

Outro Neném: A canção tensiona um sujeito que permeia o cancioneiro popular cantando sua liberdade de ser muitos. Desta vez, ele se vê diante dos processos da vida em família, com casa, filhos e compromissos. Uma dose de humor permeia essa inusitada jornada.

 

Fôlego: Uma levada rítmica dançante para cantar uma prática de potência. Mais uma vez o sujeito narra a si próprio, sua jornada e técnica para encarar os momentos difíceis que nos atravessam. E nesse percurso, os encontros que nos renovam o fôlego.

Quero Conduzir: Esta canção que fecha o álbum marca o discurso de quem fala por si e enxerga nisso o valor do que fala; a não permissão de ser traduzido, a vontade de narrar sua versão através de seu próprio olhar e voz. A banda faz uma base marcante, assim como a melodia da voz que ora caminha junto, ora se destaca nessa levada.

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