GeralTecnologiaQuer tirar suas ideias do papel em cinco dias?

Quer tirar suas ideias do papel em cinco dias?

Quer tirar suas ideias do papel em cinco dias?
Carlos Eduardo Colenetz, do @Jeitotech, explica que o Design Sprint é uma técnica que permite testar projetos de empresas ou serviços relacionados às carreiras individuais em apenas cinco dias

Conheça o Design Sprint, metodologia de trabalho que torna isso possível

Sabe aquela ideia ou projeto que você deseja fazer, mas não sabe se vale arriscar? Será que continua a investir tempo e dinheiro para depois ver o resultado?

Foi justamente para esclarecer essas dúvidas que surgiu o Design Sprint, uma técnica que permite testar projetos de empresas ou serviços relacionados às carreiras individuais em apenas cinco dias, partindo de uma ideia e chegando a uma avaliação prática.

O nome Sprint remete a um tipo de competição de atletismo em que a corrida tem curta duração e alta intensidade. A analogia dessa ferramenta é a mesma: uma equipe multidisciplinar se reúne por pouco tempo, dividem conhecimentos, focam nos trabalhos conjuntos e no quinto dia dos encontros fazem a análise de viabilidade de um projeto.

Onde surgiu o Design Sprint?

A metodologia foi desenvolvida em 2010 pela GV – braço de investimentos de capital de risco ligado à Google – e disseminada mundialmente após a publicação do livro Sprint (2016), escrito por Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz.

“Ela é composta por uma sequência de atividades que tem como objetivo entender o desafio proposto, construir uma ideia, fazer testes reais, medir a eficácia das avaliações, os resultados obtidos e aprender com os feedbacks coletados”, explica o especialista em tecnologia da informação Carlos Eduardo Colenetz – diretor da X-Bits, empresa especializada em desenvolvimento de software web e aplicativos.

Colenetz também é o responsável pelo canal do Instagram @Jeitotech, que procura falar sobre tecnologia da informação e ferramentas que auxiliam o dia-a-dia – de modo simples e objetivo – a fim de ajudar quem busca referências sobre o tema.

Quem participa do Design Sprint?

Para o desenvolvimento assertivo, Colenetz explica que o ideal é agrupar um time de profissionais distintos, que tenham habilidades variadas e em diferentes áreas. Veja o exemplo:

Decisor: Líder da empresa ou alguém que conhece a fundo o problema a ser atacado
Finanças: Quem entende dos custos e das implicações financeiras do projeto
Marketing: Quem saiba mostrar o produto ou serviço ao cliente
Relacionamento: Quem conheça seus clientes e entenda seus desejos com profundidade
Logística: Quem entende as etapas para que o produto ou serviço chegue às mãos do cliente
Facilitador: Quem entende de projetos, mantenha as ações no prazo e tome decisões com agilidade
Questionador: Quem tenha uma visão contrária à do time, faça muitas perguntas e traga novas perspectivas

A soma desses conhecimentos é que vai permitir o desenvolvimento da ideia, no prazo de cinco dias.

Quais são as vantagens do Design Sprint?

A maratona de cinco dias do Design Sprint é uma maneira de fugir da procrastinação e de evitar que uma ideia fique parada só no papel ou na imaginação.

Como é de se imaginar, o processo exige total atenção e dedicação dos participantes. Mas por ser um processo que valoriza o coletivo acima do individualismo, também acaba reforçando o trabalho em equipe.

“Essa ferramenta de trabalho pode ser usada não só por empresas, mas por qualquer um que tenha pressa em testar ideias e colocá-las em prática. De uns anos para cá, muitas companhias a utilizam para se diferenciar em seus produtos e serviços”, destaca Colenetz.

Quando usar o Design Sprint?

A metodologia pode ser usada nas seguintes situações:

• Para testar ideias rapidamente
• Quando múltiplos projetos estão acontecendo
• Quando prazos de entrega estão ameaçados
• Quando um volume enorme de tarefas estão se acumulando
• Quando há limite de recursos físicos e humanos

“Essa forma de atuar é uma excelente maneira de tirar do papel aqueles projetos que dão frio na barriga de qualquer gestor. E o melhor: com economia de tempo e dinheiro”, finaliza o especialista em tecnologia da informação, Carlos Colenetz.

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