Dia Nacional de Combate ao fumo: Curitiba é a 3ª cidade com maior percentual de fumantes no país

Médica do Laboratório Frischmann Aisengart alerta para os riscos de doenças respiratórias nos fumantes passivos, que podem inalar 50 vezes mais substâncias cancerígenas

Dia Nacional de Combate ao fumo: Curitiba é a 3ª cidade com maior percentual de fumantes no país

Foto de Irina Iriser no Pexels

No dia 29 de agosto, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A campanha tem como objetivo reforçar ações antifumo e sensibilizar a população para os danos causados pelo consumo de tabaco. De acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), Curitiba era a capital com mais fumantes no Brasil, no último levantamento, a cidade ficou com o 3ª maior percentual de fumantes. No entanto, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, os fumantes passivos podem ser os mais prejudicados, pois inalam até 50 vezes mais substâncias cancerígenas devido à fumaça.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte em todo o mundo, ocasionando doenças pulmonares crônicas como bronquite, enfisema, câncer de pulmão, doença coronariana (infarto e angina) e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de ser prejudicial aos fumantes ativos, o tabaco também ocasiona problemas de saúde aos fumantes passivos, que são aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes ativos e estão expostos aos componentes cancerígenos e tóxicos contidos na fumaça do cigarro.

A médica Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart – que integra a Dasa –, explica que os fumantes passivos correm os mesmos riscos de apresentarem quadros clínicos respiratórios graves devido à fumaça que inalam. “Os fumantes passivos têm os mesmos riscos de desenvolver doenças respiratórias. Basta que a fumaça do cigarro seja inalada frequentemente e vá direto para os pulmões, causando o agravamento ou surgimento de doenças respiratórias como bronquite, rinite, sinusite, asma e outras”, comenta.

A doutora explica ainda as alterações e danos pulmonares que podem ser considerados fatores de risco para evoluções mais graves da COVID-19. “Os fumantes passivos, por estarem mais propensos ao desenvolvimento de doenças pulmonares podem fazer também fazem parte do grupo de risco para infecções virais, como o coronavírus. O fumo passivo pode causar danos semelhantes ao tabagismo ativo. Se um fumante passivo for contaminado com a Covid-19, corre riscos de ter problemas pulmonares em função dos níveis de fumaça já inalados”, finaliza Myrna.

 barbara.conti@bowler.com.br