Inteligente é a empresa que investe em talentos, propósitos e inclusão

Temática foi debatida por heads de RH e diretores executivos de grandes empresas no segundo encontro do Grupo WTC de Cidades Inteligentes

O que torna uma empresa inteligente e que fatores atraem talentos para trabalhar em uma cidade? As respostas podem ser variadas, mas há consenso sobre alguns pontos: salário já não é o único diferencial, sendo fundamental valorizar as competências profissionais, perseguir os propósitos dentro do ambiente corporativo e construir ambientes sócio-econômicos inclusivos. A visão é consenso entre os líderes empresariais Andréa Milan, diretora executiva de RH da AON, e Carlos Busch, vice-presidente regional da Salesforce, que participaram nesta semana do segundo encontro do Grupo WTC de Cidades Inteligentes (GCI), criado para fortalecer e disseminar as melhores práticas no ambiente empresarial do Sul do Brasil.

O encontro online reuniu associados e convidados do World Trade Center Curitiba e Joinville (WTC), como atividade do Programa WTC de Competitividade. Por meio de grupos temáticos que se reúnem mensalmente, o programa visa capacitar as empresas para que se tornem mais competitivas, melhorando o ambiente de negócios.

O GCI, que já reúne 25 executivos c-level do país, contou neste segundo encontro com a presença de Andrei Kuhnen da Silva, Gerente Geral Renault Tecnologia América (RTA); Cleverson Siewert, CEO do Ascensus Group; Elton Borgonovo, presidente da Motorola Solutions;  Giovani Bonetti, diretor da Ark7; Guido Petinelli, CEO da Petinelli; Leonardo Serpa, diretor presidente da Engie Soluções; Luciano Rossi Pinheiro, diretor do Sebrae SC; Luiz Antonio Coelho, vice-reitor da UDESC; Monyk Davi, diretora executiva da Incorporadora Nostra Casa; Sandro Vieira, CEO da Smartgreen; Silvana Pampu, HRBP Senior Manager da Renault do Brasil; Rodrigo Ozelame, da Clínica Imagem e Thaisa Corrêa, sócia-diretora da Edificart, além de Daniella Abreu, Secretária de Articulação Internacional do Governo de Santa Catarina.

“Apesar de ainda estarmos no segundo encontro do grupo, já conseguimos reunir representantes de companhias que juntas faturam mais de US$ 50 bilhões. Isso mostra a relevância do tema e reforça nossa responsabilidade para com o WTC e, principalmente, com nossos membros e convidados, que buscam aqui um fórum efetivo que agregue conhecimento, networking e insigths que impulsionem nossas empresas e cidades e se tornarem mais competitivas e inteligentes”, destaca Jean Vogel, presidente do grupo e diretor executivo no Ágora Tech Park, em Joinville. 

Cidades inclusivas

O debate com Andréa Milan e Carlos Busch foi mediado por Jean Vogel. “Percebemos que o salário importa cada vez menos enquanto motivador dos colaboradores da nova geração, que buscam um propósito de trabalho. Com isso, abre-se também um novo caminho de atração e desenvolvimento das cidades, que precisam se tornar inclusivas nos aspectos raciais e de gêneros. É a oportunidade para que as cidades atraiam talentos e os mantenham, na perspectiva de que podem trabalhar para qualquer empresa e projeto no mundo”, pontua.

Presente em mais de 20 países, com milhares de funcionários, a Salesforce é uma plataforma online que mescla os ambientes locais de suas sedes, ao mesmo tempo em que está conectada com multinacionais. “Quando falamos de smart cities e atração de talentos, a grande mudança que precisa ser feita é o mindset. Existe um modelo que ainda não dominamos e não compreendemos. Para se construir uma cidade inteligente, são precisos três pilares: governo, empresas e pessoas. Ao mudarmos o mindset do juízo de valor, por exemplo, mandamos uma mensagem política e socialmente mais alinhada para o ambiente corporativo e governamental. Temos que deixar de lado as visões antigas de mundo e pensar como um grande pêndulo que equilibra os lados”, afirma Busch, vice-presidente regional da empresa.

Transparência e equidade

Outro aspecto fundamental, segundo o executivo, envolve o voluntariado e a transparência nas ações. “Na minha primeira semana na Salesforce, fiz trabalho voluntário. Se cada um de nós doar 1% do seu tempo para ajudar alguém, podemos gerar impactos reais na sociedade. São mudanças que parecem simples, mas têm potencial para desafiar os talentos humanos, pois mostram o propósito da empresa e estimulam os colaboradores. As pessoas querem mais transparência e confiança: não adianta pregar uma coisa na reunião com executivos, e outra coisa num evento voltado a um público diferente da empresa, por exemplo.”

Para Andréa Milan, a busca por uma causa e um propósito é a marca da “geração millenium” que está ingressando no mercado. “Os jovens se incomodam com o discurso corporativo, porque não veem isso aplicado na prática das empresas. Eles não estão mais apegados unicamente ao salário e aos cargos, mas sim no que aquilo vai agregar à sua vida pessoal e profissional. Para isso, a equidade dos gêneros e variados formatos familiares é fundamental, por exemplo, quando falamos de licença maternidade e paternidade.  Incentivar ações que conscientizem os homens a dividir as funções domésticas também passa pela mudança de mindset que todos buscamos.”

Sobre o GCI  

Um grupo formado por presidentes, executivos c-level e diretores, que se reúne periodicamente para discutir iniciativas de como tornar suas empresas mais inteligentes, aumentando suas competitividades, contribuindo para construção de Cidades Inteligentes e impactando positivamente o cenário empresarial brasileiro. Para saber mais sobre o GCI, envie um email para contato@wtcsb.com.br