Itaipu alcança a marca 55 milhões de MWh em 2020 com o maior índice de produtividade de sua história

O indicador de produtividade, que mostra a relação entre a quantidade de energia gerada com o volume de água que passou pelas unidades geradoras (a vazão turbinada), nunca foi tão alto como em 2020.

Itaipu alcança a marca 55 milhões de MWh em 2020 com o maior índice de produtividade de sua história

(Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

A usina de Itaipu atingiu, neste domingo (20), a marca de 55 milhões de megawatts-hora (MWh) produzidos em 2020. Essa produção parcial, embora seja altamente significativa e não tenha paralelo no Ocidente e talvez no planeta (a produção parcial da megausina chinesa de Três Gargantas não é divulgada), não é o indicador que mais chama a atenção na geração da hidrelétrica binacional este ano. Mês a mês, a Itaipu segue batendo recordes históricos de produtividade – relação entre a quantidade de energia gerada com a água disponível.

Em outras palavras, a água nunca foi tão bem aproveitada na usina. Até este domingo, a produtividade média (que mostra a relação entre a quantidade de energia gerada com o volume de água que passou pelas unidades geradoras, ou seja, a vazão turbinada) de 2020 foi de 1,0888 megawatts médios por metro cúbico por segundo (MWmed/m3/s), ante o recorde anterior, de 1,0764 MWmed/m³/s em 2019.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, observa que o desempenho da usina neste ano de pandemia será fundamental para que o Brasil tenha disponibilidade energética para impulsionar a retomada do crescimento econômico. “A Itaipu está fazendo a sua parte. Damos a nossa contribuição com o que fazemos de melhor, que é gerar energia elétrica de qualidade para o Brasil e o Paraguai.”

Além de seguir a tendência de maximizar a produtividade apresentada no ano passado, os indicadores parciais deste ano mostram grande possibilidade de nova quebra de recorde de produtividade em 2020.

De acordo com a Diretoria Técnica da usina, entre os motivos para o sucesso no uso da matéria-prima, a água, extraindo dela a máxima geração de energia possível, está principalmente a relação entre gestão da produção e dos ativos na binacional.

“Em ano de inúmeras dificuldades hidrológicas e com uma pandemia que restringe em muito nosso dia a dia na usina, as equipes da Diretoria Técnica, especialmente as de Operação e Manutenção, se desdobram para manter a disponibilidade, confiabilidade, produtividade e planos de manutenção em dia”, afirma o superintendente de Manutenção da Itaipu, Marco Aurélio Siqueira Mauro. “Este esforço é recompensado com a produção de mais de 55 milhões de MWh até setembro. Poucas instalações ultrapassam este número no ano.”

Para o superintendente de Operação, José Benedito Mota Júnior, os índices de produção e produtividade alcançados até o momento em 2020 são o resultado do trabalho conjunto e da sinergia entre as áreas binacionais de Operação e Manutenção da usina. “É o que garante a excelência dos ativos da Itaipu, produzindo uma energia de qualidade para o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai”, diz.

Produção dimensionada

A produção parcial da Itaipu em 2020 (os 55milhões de MWh registrados até este domingo) seria suficiente para atender ao consumo de energia elétrica de todo o mundo por 21 horas; do Brasil por um mês e 12 dias; da cidade de São Paulo por dois anos; do Paraguai por três anos e 11 meses; do estado do Paraná por um ano e nove meses; ou de 95 cidades do porte de Foz do Iguaçu por um ano.