Dia Mundial do AVC: é fundamental ficar atento aos sinais de alerta

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 13,7 milhões de pessoas são acometidas no mundo a cada ano, com mais de 5 milhões óbitos. Já no Brasil, é considerado um dos principais fatores para morte ou incapacidade com sequelas permanentes. Para alertar a população, no próximo dia 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial do AVC.

No entanto, muitos acreditam que o AVC acontece somente em idosos, mas isso não é verdade. Aos 34 anos, Camila Fabro teve dois AVCs. “A causa do meu AVC foi a ruptura de um aneurisma. Eu estava sozinha em casa e mandei uma mensagem pedindo ajuda num grupo de WhatsApp. Uma amiga minha chegou, chamou a ambulância, mas não teve retorno. Minha amiga precisou me levar no hospital e descobriram que eu estava com um AVC hemorrágico e nessa primeira cirurgia eu tinha 12% de chance de sobrevivência.”

Infelizmente as pessoas não têm muita consciência sobre o AVC. Nem quanto à prevenção, sinais que alguém tem quando está prestes a ter um AVC ou mesmo qual o tratamento. Além disso, muitas pessoas não conseguem ser socorridas em tempo hábil. Por essa razão, é importante ficar atento os sinais de alerta, entre eles: sorriso torto, dificuldade de falar, de entender, uma parte do corpo pesada, com dificuldade de mobilidade, ou uma dor de cabeça muito forte pode ser um sinal de AVC. Se isso acontecer, é fundamental levar a pessoa imediatamente para o hospital.

Para Camila, a vida após o AVC é bem difícil e solitária, já que se cria uma rotina completamente diferente, com fisioterapia, exames, fonoaudiologia, entre outros. “Tem que cuidar do emocional também, pois dá a impressão que perdemos a vida. Algumas pessoas também começam a se distanciar, pois não sabem como lidar com um AVCista. Eles querem que a gente se recupere o mais rápido possível, mas uma lesão cerebral leva anos para se recuperar.”

Como uma forma de conscientizar ainda mais a população sobre os cuidados com o AVC e como conviver com alguém que já passou por essa situação, Camila desenvolveu um roteiro para ajudar essa parte da população. “Hoje eu me considero uma representante da causa e tenho honra de ter proposto um projeto para a Fundação Cultural de Curitiba que foi convocado. Trata-se do documentário “Olhares: Vidas após o AVC”. Nele várias pessoas que passaram pelo AVC contam a trajetória de antes e depois do AVC e como conseguiram ressignificar a vida”, finaliza.