Gartner estima que 69% dos Conselhos de Administração aceleraram suas iniciativas digitais por conta da crise gerada pelo coronavírus

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Quase metade dos conselhos devem ter mudança do modelo de negócios de suas organizações como resultado da pandemia

            O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, estima que 69% dos Conselhos de Administração aceleraram suas iniciativas de negócios digitais em função dos impactos causados pela disseminação de COVID-19. De acordo com os analistas do Gartner, quase metade dos boards anteciparam a mudança do modelo de negócios de suas organizações como resultado da pandemia.

            A pesquisa Gartner Board of Directors 2021 foi realizada de forma totalmente on-line, de maio a junho de 2020, com 265 membros de Conselhos de Administração de companhias internacionais. O estudo teve como objetivo compreender como os boards estão vendo a evolução dos modelos de negócios em suas empresas para uma nova era de negócios digitais, assim como avaliar qual tem sido o papel dos diretores de TI e de outros executivos líderes diante contexto da crise de COVID-19.

            “Os boards desempenham um papel importante em ajudar a equipe de liderança executiva a pensar além dos riscos de curto prazo e associados a pandemia”, diz Partha Iyengar, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “A transformação digital impulsionada pela tecnologia pode e deve ser um grande facilitador para ajudar as empresas a saírem ainda mais fortes da crise, revisando de maneira ampla suas abordagens em relação a clientes, colaboradores e cadeia de suprimentos”.

A pandemia de COVID-19 está forçando mudanças nos orçamentos das empresas – A maioria dos boards (67%) espera por aumentos no investimento em tecnologia como resultado direto da pandemia, ao mesmo tempo que áreas como marketing e RH devem sofrer cortes orçamentários no curto prazo. Os entrevistados pela pesquisa projetam um aumento de quase 7% em seus orçamentos de TI para 2020. “A principal demanda dos conselhos administrativos durante a crise do COVID-19 é aprovar investimentos prospectivos, mesmo diante de potenciais quedas nas taxas de receita e lucros”, afirma Iyengar.

            Segundo o analista, a expectativa é que as ferramentas de análise de dados e de Inteligência Artificial (IA) ganhem força como tecnologias que permitam a revolução dos negócios a partir dos eventos gerados pela pandemia, à medida que as empresas se apoiam nelas para conduzir a uma melhor tomada de decisões no novo ambiente de trabalho remoto primeiro.

Iniciativas de tecnologia digital no topo da lista de prioridades de negócios dos Conselhos de Administração – Impulsionadas pela crise aberta com a pandemia de COVID-19, as iniciativas de tecnologia digital servirão como a principal prioridade estratégica de negócios para os boards administrativos nos próximos dois anos, seguidas pelo avanço das iniciativas de envolvimento das companhias com os clientes e  de gerenciamento da força de trabalho remota.

            A pesquisa indica que 86% dos entrevistados consideram a tecnologia como tendo um papel transformador na abordagem de prioridades estratégicas dos negócios, motivo pelo qual a maioria das organizações deve criar a função de “Diretor Digital” para responder ao COVID-19 a longo prazo.

            “Os Conselhos de Administração devem adotar abordagens inovadoras para seus modelos de governança, aproveitando tecnologias e experiência em TI para acomodar os impactos que a pandemia está causando em suas agendas de transformação digital”, acrescenta o analista.

 

Boards identificam o diretor de TI como parceiro – Quase todos os entrevistados esperam que os líderes da operação colaborem uns com os outros durante a crise de COVID-19. Mais da metade acredita que os Chief Information Officers (CIOs) atuam como parceiros de líderes de negócios seniores, enquanto mais de um terço procura o CIO para liderar sozinho os problemas de negócios digitais. A renovação de longo prazo é uma área de foco importante para o Conselho, com 28% dos entrevistados se concentrando na fase “Renovar” da retomada. A gestão executiva está menos focada na renovação (18%) e mais focada na fase “Responder”, com pouco menos da metade relatando ser sua área de foco principal.

            “Os CIOs e o restante da equipe de executivos devem se envolver com os Conselhos na criação de uma estratégia de longo prazo para renascimento – e até mesmo sobrevivência da companhias- após a crise”, diz Iyengar.