Rastreamento genético ajuda no diagnóstico precoce do câncer de mama

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que serão diagnosticados mais de 65 mil casos de câncer de mama ainda em 2020 e, destes, uma média de 5% a 10% apresentam mutações genéticas

Rastreamento genético ajuda no diagnóstico precoce do câncer de mama

O diagnóstico precoce é um dos principais assuntos abordados na campanha Outubro Rosa 2020, promovida pelo Instituto Nacional do Câncer e pelo Ministério da Saúde. O rastreamento genético pode antecipar esse diagnóstico em cerca de 10% dos casos de câncer de mama, quando as alterações celulares são provocadas por fatores hereditários. “Já existem muitos testes que possibilitam identificar o quão suscetível e propenso alguém é ao aparecimento de câncer. Mas pouca gente tem conhecimento sobre essas possibilidades”, afirma a Dra. Roberta Dutra, especialista em Biologia Molecular da UniGenne, área da Unimed Laboratório especializada em diagnóstico genético molecular.

Dentro da Oncogenética já são realizados diversos testes genéticos e análises de DNA que investigam as possibilidades do paciente ao desenvolvimento da doença, diminuindo as incertezas e assegurando um acompanhamento e vigilância continuados à saúde. O mapeamento genético beneficia os pacientes e os familiares no acompanhamento e prevenção da doença e na utilização de terapias-alvo.

Entre os exames disponíveis hoje, Roberta afirma que os mais utilizados são o Sequenciamento de Nova Geração (NGS), que permite analisar mais de 25 genes em um único exame, e a análise perdas ou ganhos de material genético, como a MLPA. Ambos os exames são voltados para o diagnóstico molecular do câncer de mama hereditário. “O exame é muito simples e realizado por uma coleta de sangue no laboratório e não é necessário estar em jejum. Para os pacientes com dificuldade de locomoção ou que residem longe do laboratório, a coleta do material pode ser feita em casa”, explica a especialista.

Além disso, a UniGenne também oferece exames de genética que permitem auxiliar o médico oncologista na escolha de terapias e tratamentos, tornando o acompanhamento dos pacientes com câncer de mama ou ovário cada vez mais personalizado.

Toda a família pode se beneficiar pelas informações e aconselhamento genético. “Os exames genéticos são grandes aliados na avaliação e rastreio de diversas doenças. Em qualquer tratamento e especialmente nos casos oncológicos, queremos evitar os diagnósticos tardios e otimizar o tempo em busca de tratamentos eficientes. Já é notório que quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são os índices para a cura da doença”, destaca Milton Zymberg, superintendente da Unimed Laboratório. Os exames de genética também são especialmente solicitados quando algum familiar próximo foi diagnosticado com câncer ou há histórico de doença na família.

 

A importância de acompanhamento profissional especializado

Zymberg lembra que qualquer paciente interessado em procurar aconselhamento genético deve buscar, primeiro, acompanhamento com um oncogeneticista ou geneticista especializado, garantindo o acesso às informações seguras e atualizadas. Por se tratar de um tema delicado que pode comover o bem-estar emocional e físico, a interpretação dos resultados, entendimento das limitações dos exames genéticos e as possibilidades de tratamentos disponíveis para lidar com uma eventual doença são de suma importância no trato paciente e profissional de saúde.

“Nos casos em que o resultado do exame de genética é positivo, não significa que a pessoa obrigatoriamente terá câncer, mas sim que ela possui uma chance maior de desenvolver a doença. Isso pode, inclusive, motivá-la a adotar medidas preventivas mais assertivas e assumir hábitos saudáveis para reduzir esses riscos”, explica Dra. Roberta.

Também os resultados negativos merecem o mesmo cuidado já que não representam ausência total de riscos genéticos. “Além do genoma ser altamente complexo e apresentar regiões ainda em fase de estudos pela ciência, o estilo de vida e o ambiente onde vivem também são fatores importantes para o aumento do risco de aparecimento do câncer”, complementa a especialista.

Desta forma, é de suma importância realizar o autoexame, manter acompanhamento médico por meio da realização de exames complementares regularmente, preservar hábitos saudáveis e adotar uma conduta de observação constante a qualquer mudança ou sintoma no corpo.