Guevara Songs aborda racismo estrutural no novo single, “Negro demais para ser Deus?”

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Guevara Songs amplia a sonoridade apresentada no EP de estreia do projeto, “Neurônio Espelho”, com o single inédito “Negro demais para ser Deus?”. A faixa traz a característica da mescla de rock, música brasileira, sintetizadores e baterias eletrônicas para debater o racismo estrutural na sociedade brasileira. A faixa já está disponível nas plataformas de streaming.

Este é o primeiro lançamento após o EP de Guevara Songs e inaugura uma sequência de faixas que serão reveladas aos poucos até culminarem em um álbum completo em 2021. Projeto do músico fluminense radicado em Brasília Marvin Costa, o trabalho traz uma identidade musical moderna com a proposta de debater questões sociais e políticas. O processo criativo parte do hip hop, utilizando samples, beats e experimentações sonoras, seja com sintetizadores ou com a guitarra, que é o instrumento principal do artista. Liricamente, Guevara Songs busca fomentar um debate sóbrio sobre a sociedade brasileira e seus problemas. Esse clima de insatisfação está presente em suas letras críticas que abordam temas como relações líquidas, política e o ritmo suicida das grandes cidades.

Em “Negro demais para ser Deus?”, Marvin explora as veias rock, hip hop e pop do trabalho e gravou tudo sozinho, assinando ainda a produção da faixa.

“Essa música é uma crítica ao racismo estrutural presente de forma contundente na sociedade brasileira. Traço um paralelo do racismo a o momento político do nosso país. Citando, inclusive, o avanço dos ideais evangélicos presentes no discurso do atual presidente da república – que no passado não escondeu seu preconceito racial. Minha influencia para letra também veio da minha vivência em Brasília. A cidade nasceu projetada de forma muito interessante, mas também criou um grande apartheid social – algo que eu jamais senti, pois venho do caldeirão social que é o Rio de Janeiro”, sinaliza o artista.

Marvin Costa já havia estreado como artista solo, mas mudou o direcionamento de suas produções com uma pegada mais eletrônica. Foi quando decidiu se batizar de Guevara Songs, estabelecendo uma identidade em parte das letras, que vão além do conteúdo político. Faixas como “Sempre Que Tentou”, “Altares Secretos”, “A Era do Gelo” e “Último Adeus” – presentes no EP – falam sobre relacionamentos e críticas ao estilo de vida imposto pela modernidade.

Guevara Songs começou em Brasília em 2019 e vem para somar à trajetória do artista, que participou de inúmeros projetos. Mais recentemente, Marvin Costa integrou o Mestiço, onde teve Marcelo Yuka como parceiro de composições. A banda de protagonismo indígena criava músicas com samples de cantos e letras que abordavam dos povos originais do Brasil. Este projeto lançará um EP em 2021. Além disso, participou como guitarrista de regravações do álbum “As Veias Abertas da Juventude”, da banda Tubarões Voadores, com produção para o relançamento do disco assinada por Dado Villa-Lobos.

Agora, Marvin dá um passo adiante com Guevara Songs. “Negro demais para ser Deus?” está disponível nas principais plataformas de streaming.