O que os homens devem saber sobre radioterapia para câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de novos casos para este ano é de 65.840. No Paraná, são estimados 3.560 novos casos.

O tumor de próstata, frequentemente, é assintomático durante sua fase inicial e quando alguns sintomas começam a aparecer, entre eles dor óssea e emagrecimento, o risco de que o tumor esteja disseminado é alto. Por essa razão, é fundamental manter os exames de rotina. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. Cerca de 10% dos homens após os 50 anos de idade desenvolvem a doença. Conforme o envelhecimento, as chances crescem, podendo acometer mais de 50% dos homens aos 75 anos.

As formas mais comuns de rastreamento são o exame de PSA (antígeno prostático específico) e o exame de toque retal. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, o objetivo do tratamento é curativo, porém, em casos avançados, já com metástases, o foco está no controle da doença.

Tratamento para câncer de próstata

A escolha do melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença, expectativa de vida e, em casos iniciais, da preferência do paciente, cita Henrique Balloni, rádio-oncologista do Oncoville. Em casos iniciais, a prostatectomia radical (remoção completa da próstata) ou radioterapia, os dois últimos tratamentos com mesma taxa de controle, porém com diferentes riscos de efeitos colaterais.

A radioterapia para câncer de próstata nos últimos anos apresentou evolução tecnológica que resultou em melhores resultados na cura do câncer associada à segurança no tratamento. Atualmente, é planejado com auxílio de computadores em imagens 3D, na qual se define o local de tratamento e os órgãos normais adjacentes a serem protegidos garantindo a entrega de dose no local do tumor e a proteção dos órgãos sadios.