Quando e quais vacinas devo dar ao meu pet?

Fique atento ao calendário de vacinação do seu animal de estimação para não colar em risco, nem a saúde deles e nem a sua.

Uma dúvida recorrente para tutores de pet de primeira viagem costuma ser o calendário de vacinação. Os tutores devem estar atentos em quando e quais vacinas cães e gatos devem tomar para manter os pets protegidos e as pessoas ao redor também, sem colocar a saúde de ninguém em risco. Algumas doenças, além de serem transmitidas entre animais, também tem potencial de transmissão para humanos.

As vacinas possuem antígenos de vários agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias e existem dois modelos de imunizantes, as chamadas vacinas opcionais e as vacinas obrigatórias.

Segundo a veterinária do Plano My Pet Bianca Bond, as primeiras doses das vacinas obrigatórias devem ser aplicadas quando ainda filhotes, já que os anticorpos recebidos pelo leite materno não duram por muito tempo. Apesar de no Brasil não existir um calendário de vacinação específico, o protocolo mais adotado começa 45 dias após o nascimento: “a primeira a ser aplicada nos cachorros é a chamada vacina múltipla canina, ou polivalente, que protegem contra parvovirose, cinomose, parainfluenza, adenovirose tipo 2, coronavirus (diferentemente do COVID-19) e alguns tipos de leptospira”, explica Bianca Bond.

Após a primeira dose, a segunda deve ser aplicada em um intervalo médio de 21 à 35 dias após, sendo repetida mais uma ou duas vezes, de acordo com o protocolo recomendado pelo fabricante da vacina ou pelo médico veterinário, respeitando o mesmo intervalo de tempo entre as primeiras aplicações. Além disso, é importante que o pet receba também um reforço anualmente.

No caso dos gatos, o esquema é parecido. Entre os primeiros 45 ou 60 dias de vida do animal, o tutor precisa providenciar a primeira dose da vacina polivalente. Dra. Bianca conta que a diferença entre algumas vacinas é a quantidade de doenças que elas protegem, como por exemplo: panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose. “Há algumas que inclusive previnem a leucemia felina, também conhecida como FelV. Mas independente da escolha, os reforços devem ser tomados mais uma ou duas vezes com intervalos e doses respeitando a sugestão do laboratório escolhido”, ressalta ela.

Tanto cães quanto gatos precisam se vacinar contra a raiva. A chamada vacina antirrábica é extremamente importante para os pets, já que esta doença afeta o sistema neurológico e não tem cura. “A dose é única e deve ser tomada após o quarto mês de vida, tanto nos cães como em gatos, seguindo reforços anualmente”, destaca a veterinária.

É preciso que os tutores também estejam atentos às datas: seguir à risca o cronograma de vacinação é essencial para manter a eficácia correta e não expor os animais a riscos. Para não perder o prazo, a dica é ter uma carteirinha de vacinação, explicitando quais vacinas foram tomadas e em quais dias, assim como humanos.

Além das vacinas essenciais, existem outras que podem ser aplicadas de acordo com a necessidade de cada pet. Dependendo da região ou das condições do local onde o pet vive, a vacina para Leishmaniose pode ser recomendada para cachorros. Além dela, existem também prevenções contra Giárdia e a Tosse dos Canis, como exemplos.

Todos os cães e gatos devem ser imunizados?

Em algumas situações, devidamente orientado pelo médico veterinário, animais que possuem doenças crônicas ou já tiveram reações vacinais podem seguir um protocolo diferenciado ou até mesmo suspenso, porém são casos restritos por determinação médica.

 

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