Adesivo à base de cafeína pode ser um grande aliado no combate à depressão e à ansiedade

Conclusão é de estudantes do Colégio Sesc São José, que fizeram uma pesquisa para criar o protótipo do adesivo dentro do Programa de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus

Adesivo à base de cafeína pode ser um grande aliado no combate à depressão e à ansiedade
Image by Free-Photos from Pixabay

Grandes soluções para os problemas da humanidade só podem ser encontradas com muito estudo e investigação baseados na ciência. E os alunos do Sesc São José, em Curitiba (PR), estão contribuindo com ideias que podem se transformar em invenções muito úteis para a sociedade. Por meio do Programa de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus (o Sesc São José é uma das unidades do Bom Jesus), os estudantes da 3ª série Guilherme Stabel e Luiz Gustavo Misga estão propondo a criação de um adesivo transdérmico à base de cafeína que tem como objetivo minimizar os sintomas da depressão e da ansiedade. A pesquisa bibliográfica sobre o tema já foi concluída, e neste ano a equipe pretende elaborar o protótipo do adesivo.

Os estudantes iniciaram a investigação em 2019. Em 2020, a pandemia do novo coronavírus surgiu e fragilizou os planos da dupla, mas ainda assim se tornou um grande incentivo para que eles continuassem a pesquisar, já que os problemas de ansiedade e depressão ficaram mais evidentes na sociedade. Agora, os alunos querem produzir o protótipo do adesivo, pois não têm dúvidas dos benefícios. “Descobrimos que a cafeína pode atuar nos neurotransmissores do cérebro e aliviar os sintomas da depressão e da ansiedade”, explicou Guilherme.

De início, eles pensaram em diversas possibilidades práticas, mas logo perceberam que a cafeína é uma matéria-prima acessível e relativamente barata, como explica a orientadora deles, Stephanie Todesco. “O primeiro passo foi a pesquisa bibliográfica, para entender como a cafeína atua. Agora, estamos na segunda parte do projeto, investigando como criar o adesivo. Mas precisamos pensar no custo e na viabilidade para que a ideia saia do papel”, explica a professora. Para fazer o primeiro molde, os estudantes terão os laboratórios do Colégio Bom Jesus à disposição, e depois pretendem partir para outros centros de pesquisa.

Guilherme contou que o trajeto para chegar ao adesivo foi longo. Eles pesquisaram algumas opções, até que decidiram por um modelo parecido com um curativo simples, daqueles que se usa comumente na pele. “Poderíamos fazer algo para ingerir, mas na pesquisa entendemos que os adesivos têm absorção mais rápida”, explicou. A cafeína seria armazenada em uma película na parte interna do curativo, que controlaria a dosagem a ser liberada no corpo da pessoa. “Queremos minimizar o stress de quem sofre com ansiedade e depressão, principalmente os estudantes que estão em fase de prestar vestibular, um período bem difícil”, comenta Guilherme. Segundo Luiz, o formato de adesivo foi escolhido se baseando na praticidade e nos impactos ao meio ambiente. “A película será feita de um material que não agrida o meio ambiente quando for descartada”, afirmou.

 

Iniciação científica é para a vida

Para os dois estudantes, ter a possibilidade de participar de pesquisas científicas, mesmo antes de entrar na faculdade, será decisivo para o futuro. “Na Iniciação Científica, entendemos como funcionam as pesquisas, que temos que ser pacientes, pois às vezes temos muita coisa na mão, mas no decorrer dos estudos muda tudo, e temos que persistir”, disse Luiz.

Para Guilherme, pesquisar desde cedo no colégio auxiliará no futuro acadêmico e profissional, pois no projeto os estudantes tiveram a oportunidade de estudar a bibliografia sobre o tema, elaborar hipóteses e ideias de desenvolvimento. “A pesquisa me ajudou a escolher o curso da faculdade, que provavelmente será Medicina”, revelou Guilherme.

Stephanie lembrou da importância de os estudantes conhecerem e entenderem cada vez mais a ciência, ainda mais em um momento em que algumas investigações científicas são desvalorizadas.  “Eles fizeram ciência no meio da pandemia, e tudo que desenvolveram só trouxe experiências enriquecedoras para eles”, afirmou.

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