Empreender, humanizar e conectar: os passos que as escolas devem dar para vencer o desafio da pandemia

Especialistas em educação pontuam uma série de ações que visam melhorar a relação entre a escola e a comunidade local

Empreender, humanizar e conectar: os passos que as escolas devem dar para vencer o desafio da pandemia
A diretora comercial o Grupo Super Cérebro, Patrícia Gamba. Crédito: Divulgação.

O que as habilidades socioemocionais teriam a ver com as instituições de ensino que buscam inovar e crescer em tempos de pandemia? Muito mais do que formar alunos e futuros profissionais que dominam com maestria a grade técnica, cabe também às escolas o desenvolvimento de áreas do comportamento humano voltadas ao emocional.

Além de destacar a importância das ferramentas que desenvolvem a inteligência emocional (soft skills) dos alunos e da comunidade escolar, especialistas em educação e marketing pontuaram, durante o debate online “Como fazer sua instituição de ensino crescer em tempos de pandemia”, uma série de aspectos que as instituições de ensino devem eleger como prioridade daqui para frente. Entre eles, destacaram a transformação empreendedora, que engloba uma gestão mais humanizada, a comunicação integrada e o ensino híbrido.

A live organizada pelo grupo Super Cérebro e Instituto Casagrande contou com o psicólogo e consultor em gestão empresarial Waldez Ludwig. Para ele, a formação é o caminho para a transformação, o que torna imperativo que gestores e líderes jamais deixem de se atualizar e buscar a ciência por trás da gestão. “Estamos na era do ‘conhecimentismo’, ou seja, aquele que possui conhecimento, está com o poder em suas mãos”, ressaltou.

Para o Professor Gretz, também convidado ao debate, dentro de uma instituição de ensino as pessoas serão sempre o diferencial. “Elas sim precisam estar preparadas para inovar e praticar a excelência.” Na opinião dele, ainda hoje o ensino técnico é privilegiado em detrimento do socioemocional. “É preciso balancear para que a escola também forme, além de bons alunos, bons líderes que saibam fazer uso da inteligência emocional a seu favor. Para isso, as escolas precisam investir em ferramentas que estimulem as relações humanas e o trabalho em equipe.”

A diretora comercial o Grupo Super Cérebro, Patrícia Gamba, partiu dessa certeza para desenvolver soluções que ajudam as escolas a formar alunos, professores e funcionários com habilidades não apenas técnicas, mas essencialmente socioemocionais. “Tais ensinamentos podem e devem ser estimulados no ambiente escolar. Por meio de ferramentas lúdicas e interativas, como os nossos jogos de tabuleiro e o Soroban (ábaco japonês que estimula a memória e desenvolve o cálculo mental), estimulamos o trabalho em equipe, a mútua cooperação, a visão espacial, e muito mais.”

Segundo o diretor de marketing do grupo Super Cérebro, Ronaldo Hofmeister, as ações devem buscar uma transformação mais ampla das escolas, que englobe não apenas o aspecto digital, mas também a questão do empreender. “Todos concordam que a mentalidade empreendedora deve fazer parte dos departamentos de gestão e direção, mas se esquecem de que a equipe – professores e demais funcionários (merendeira, tia da limpeza, porteiro, zelador, entre outros) também precisam ser orientados”, destaca.

A escola como influenciadora

Estamos vivendo o século da emoção e a escola também precisa ter a capacidade de influenciar – crianças, pais, professores, funcionários, assim como toda a comunidade ao redor. Renato Casagrande fez um paralelo entre a figura do professor e do “digital influencer” – personagem que vem ganhando destaque nas redes sociais. “Vemos tanto por aí essa figura digital influenciando nossos jovens, mas é à escola e ao professor que caberiam esse papel. Cada professor tem que exercer a sua influência e saber contagiar e para isso precisamos atingir a esfera dos sentimentos.”

Híbrido veio para ficar 

A conexão e a conectividade de uma escola também são fundamentais no novo contexto pandêmico. Nesse sentido, o consultor em educação e gestão Renato Casagrande trouxe uma preocupação ao debate em torno do ensino híbrido, que veio para ficar.

“Após mais de um ano lidando com o ensino a distância tenho medo de que diretores e gestores não ajudem os seus professores a assimilar o atual momento. Será que estamos atentos para não retornarmos àquele antigo método tradicional? Será que voltaríamos para a antiga zona de conforto?”, questionou.

Para ele, a gestão deve olhar para os professores e observar se eles estão realmente se transformando diante do novo normal. “Meu receio é que algumas escolas voltem para o velho normal, enquanto o futuro ruma para o novo”, enfatiza.

A família e a escola

Trazer a família e a comunidade local para dentro dos muros da escola vai além, garante Casagrande, de apenas chamar os pais para a entrega de notas e reclamar dos filhos. A escola precisa estar solidária e atenta aos acontecimentos locais como a crise sanitária e a econômica, assim como fomentar ações para o desenvolvimento humano.

Pequenas ações que fazem a diferença

Renato Casagrande trouxe dois exemplos do dia a dia para o debate que, apesar de simples, foram cruciais para que estas escolas revertessem um cenário de crise e de diminuição de matrículas.

– Uma diretora, seguindo a premissa das grandes empresas que liberaram por um certo período de tempo o acesso gratuito aos seus produtos, pensou: “Por que nós, enquanto escola, não podemos gravar as nossas aulas e socializar em nossas redes sociais? Por que não deixarmos nosso produto visível a todos?”. Com isso, a escola se abriu para a comunidade e o sucesso das matrículas foi sentido no ano seguinte.

– Uma outra diretora, diante de alguns cancelamentos de matrícula por conta da crise econômica, reverteu a situação ao mobilizar os pais dos alunos e criar uma rede de negócios dentro do ambiente escolar. Por meio de um grupo de Whatsapp específico, os próprios pais passaram a divulgar seus produtos e serviços entre si, fortalecendo com isso a economia local e a renda das famílias.

Assista ao debate na íntegra

O encontro foi promovido pelo Grupo Super Cérebro, que tem como propósito o desenvolvimento humano por meio do método exclusivo que estimula competências cognitivas e socioemocionais em pessoas de todas as idades. Realizado em parceria com o Instituto Casagrande, o debate já conta com mais de mil visualizações e segue disponível no canal do grupo no YouTube, nesse link.


Sobre o Grupo Super Cérebro

O Grupo Super Cérebro tem como propósito o desenvolvimento humano. Desde 2013 trabalha com um método de ensino exclusivo destinado ao desenvolvimento das competências cognitivas e socioemocionais em pessoas de todas as idades. O método Super Cérebro está baseado na teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, e foi criado para estimular e desenvolver habilidades pouco exploradas pelos métodos de ensino tradicionais. Mais de 150 escolas de todo o Brasil, e algumas das maiores redes de ensino do país, contam com a assessoria do método Super Cérebro – que tem cerca de 200 franqueados em todo o país.

Mais informações em https://www.supercerebro.com.br/

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