Delivery, ‘chef at home’, inserção tecnológica e comida vegana estão entre as principais tendências na área gastronômica

Delivery, 'chef at home', inserção tecnológica e comida vegana estão entre as principais tendências na área gastronômicaCom o avanço da vacinação e a flexibilização da bandeira em alguns estados, inclusive no Paraná, novas tendências estão surgindo para atrair os clientes à área gastronômica, que – ainda preocupada com os feitos da pandemia – tem o delivery e a entrega de comida no balcão em alta.

De acordo com dados da Stock Apps, o mercado global de entrega de alimentos online deve atingir US $151,5 bilhões de receita e 1,6 bilhão de usuários até o fim de 2021, com crescimento de 10% no período de um ano. De acordo com diretor acadêmico e responsável pelos cursos de gastronomia do Centro Europeu, Rogério Gobbi, os restaurantes já se preparam para essa modalidade de atendimento. “Muitas empresas ligadas à gastronomia buscaram se adequar a esses formatos que antes não faziam parte de suas ofertas. Eles vieram para ficar e devem passar por um processo de melhorias no serviço, na adequação dos pratos, na logística, na forma de entrega e principalmente no aperfeiçoamento e na tecnologia das embalagens”.

Outra realidade e tendência que surgiu durante a pandemia foram cozinhas compartilhadas para a produção dos alimentos. “Vimos a ascensão dos ‘cloud foods’, o compartilhamento de espaços de produção gastronômica, em sua maior parte para o atendimento de sistemas de delivery. Muitos empresários que não tinham condições de manter suas estruturas de cozinhas, adaptaram esses espaços para atender e compartilhar com uma série de segmentos gastronômicos”, afirmou Gobbi.

A pesquisa Taste Tomorrow, realizada pelo Instituto Ipsos aponta as principais buscas do consumidor na área gastronômica e, entre elas estão: mais sabor, frescor e textura, mesmo nas compras via aplicativos; alimentação saudável; embalagens transparentes, personalização dos pratos e pratos alinhados com os propósitos pessoais.

E os Cardápios? Em um futuro próximo todos devem digitais. “Ouso dizer que, em breve, os cardápios impressos vão deixar de existir mesmo no atendimento presencial, já que as pessoas querem evitar tocar ou compartilhar objetos e já existe tecnologia disponível para isso, com os QR Codes, por exemplo”.

Também temos como tendência a redução significativa no número de convidados e participantes de eventos, aniversários, casamentos e formaturas – conforme a liberação das autoridades sanitárias.

Além disso, o atendimento em casa, com chefs at home, deve voltar com grande demanda. “As pessoas tendem a optar pela segurança, sem precisar se deslocar e expor a riscos, recebendo eventos em casa e resgatando os serviços gastronômicos ofertados nessa modalidade”. Os restaurantes com espaços abertos também devem ter a preferência do público.

COMIDA SAUDÁVEL – 18% da população brasileira já se considera vegetariana, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE. A tendência é que esse número cresça cada vez mais. “O período de isolamento permitiu que muitas pessoas buscassem informações sobre formas de auxiliar – com a alimentação – o organismo cuidar da imunidade. A tendência vegana e vegetariana, com a substituição da proteína animal deve ser ainda maior”, disse Rogério.

NOVAS FORMAS DE ATENDIMENTO – O Chef Piu José, professor do Centro Europeu e empreendedor precisou se reinventar durante a pandemia e criou a cervejaria Baldória, dentro de seu espaço de eventos, onde também serve pratos da culinária brasileira. “Desenvolvemos um cardápio variado e harmonizado com as bebidas, que vai desde tartine, aperitivos, costela de fogo de chão – até pratos mais nobres e elaborados”, afirmou.

CERVEJA DO FUTURO – A cerveja sem álcool e sem glúten é uma tendência no mercado, criando uma bebida saudável. “Pensamos em trazer uma cerveja que possa ser reposição de carboidrato, pós-treino, não completamente sem álcool, mas com índices bem baixos”, disse o chef.

O processo para destilar – tirar o álcool da cerveja – aumenta o custo da produção da bebida artesanal, exigindo mais capital. Um exemplo é o investimento feito na fábrica da Heineken, no Paraná, para a Heineken zero álcool, que chegou a R$ 865 milhões.

MÃO DE OBRA QUALIFICADA – A capital conta com mão de obra qualificada para a reabertura dos restaurantes. “Boa parte dos empreendimentos mantiveram, através de acordos, seus funcionários, principalmente os de cargos mais importantes como os chefs de cozinha. Vemos um movimento muito positivo e que deve ser valorizado na área de gastronomia, onde muitos empreendedores estão inovando e criando novos espaços, mesmo diante da crise”, afirmou o diretor acadêmico e responsável pelos cursos de gastronomia do Centro Europeu. Andreza Rossini

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