Dia do Pediatra: os desafios do profissional na UTI Neonatal

A dedicação de uma especialidade que lida diariamente com casos sensíveis de bebês prematuros que muitas vezes foge do que foi idealizado pela família. O Dia do Pediatra é celebrado anualmente no dia 27 de julho

Dia do Pediatra: os desafios do profissional na UTI Neonatal

“Cada dia de vida do prematuro é um dia a mais na batalha pela vida, cada dia conta, cada dia é uma vitória”, este é o otimismo do médico pediatra neonatologista Ênio Torricillas (CRM 12994 PR – RQE 4259) do Hospital Santa Cruz, que encara diariamente os desafios da profissão. Ele lida diretamente com histórias sensíveis de bebês prematuros e suas famílias. Especializado no período que compreende do nascimento ao 28º dia de vida do bebê, o neonatologista tem formação específica para tratar disfunções que precisam de maior atenção e cuidados intensivos já nos primeiros segundos de vida.

A UTI neonatal é um ambiente diferente das demais UTIs. Ali, os profissionais lidam com pacientes que na maioria dos casos nem terminaram a formação de seus órgãos no período intrauterino, sendo necessário investir tecnologia avançada e muita dedicação por parte de toda a equipe, para proporcionar aos prematuros ou a termos com alguma complicação, um processo de amadurecimento diário, até que estejam prontos para sobreviver fora dos cuidados e intervenções da UTI. “Um dos maiores desafios do pediatra de UTI Neo é proporcionar ao bebê prematuro um desenvolvimento saudável para ele no futuro”, completa Dr. Ênio.

Não é só com o bebê que esta especialidade precisa ter os devidos cuidados. A família também é envolvida durante todo o processo em que o seu bebê, seu bem mais precioso, está, muitas vezes, afastado dos pais: “Cabe a nós termos sensibilidade no trato com a família, que idealizava uma situação totalmente diferente. Alguns procedimentos, que para o médico são rotina, para a família podem ser desesperadores, eles têm dúvidas, angústias, carregam culpa. Cabe a nós administrarmos essa mistura de sentimentos e tranquilizarmos sobre o tratamento proposto ao paciente”, explica o pediatra. Para o especialista, a equipe multidisciplinar é fundamental para atuar no processo de aceitação e na experiência do nascimento de um bebê que precisou passar pela UTI neonatal.

Dentre tantas histórias marcantes, o médico neonatologista Ênio Torricillas afirma que “tratar recém-nascidos extremamente prematuros, de 25 semanas, com 500g, por exemplo, desafiado por três a quatro meses de diferença e acompanhar o desenvolvimento após a UTI, é fazer parte da história de vida desses ‘apressadinhos’. Eu mesmo, tenho duas pacientes gêmeas, hoje com 17 anos, mas que passaram pela UTI do Hospital Santa Cruz, e hoje, inspiradas nos cuidados que receberam do na época do ‘tio Ênio’, pretendem fazer medicina, inclusive para a mesma área de especialização”, comenta.

Para tantos casos delicados, a alta médica, sem dúvidas, é o maior orgulho para o pediatra: “Saber que as horas de plantão, de estudos e dedicação contribuíram para realizar o sonho de poder carregar nos braços o recém-nascido e que, a partir daquele momento, a vida deles seguirá naturalmente, é incrível. Nos casos dos bebês de UTI neonatal, seguir a caminhada tão sonhada pela família, e que por ora foi interrompida pela prematuridade, nos enche de orgulho. Mostra que nosso trabalho foi fundamental. É muito gratificante ver a família iniciando uma história que há alguns anos, ou ainda em alguns locais não seria escrita, e que hoje, com tecnologia e dedicação, é possível fazermos deste ambiente uma verdadeira segunda barriga da mãe, até que eles estejam prontos para nascer”, finaliza Torricillas.

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