Diferença das vacinas para COVID-19: entenda como cada vacina reage no organismo

As vacinas para COVID-19 que estão sendo utilizadas no Brasil têm diferentes composições e fórmulas. A enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Renata Quadros, explica que muitas outras vacinas do Calendário de Vacinação também são feitas do mesmo modo. “Toda e qualquer vacina aplicada pode trazer possíveis efeitos colaterais, como dor e inchaço no local da aplicação, e até uma febre baixa são comuns em diferentes tipos de imunizações”, lembra.

Confira como funcionam os imunizantes para o novo coronavírus e a quais elas se assemelham em sua composição:

> Coronavac: contém o vírus morto – inativado – da COVID-19. É a forma mais comum de produzir vacinas. O vírus inativado, ao entrar em contato com o organismo, gera uma resposta imunológica. Ela é aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias.

Vacinas que são fabricadas do mesmo modo: Influenza (gripe), Hepatite A, Meningocócica B, Meningocócica ACWY, Pneumocócica 13.

> AstraZeneca: composta de um vírus vivo, mas não é o coronavírus. É o adenovírus não-replicante, presente em chipanzés. Mesmo sendo o vírus vivo, ele é inofensivo, pois não tem o poder de se multiplicar. O organismo, ao receber esse vírus, projeta carga máxima contra ele para criar a resposta imunológica, por isso essa vacina tem alto índice de reações adversas, como febre, calafrios e dores no corpo. Aplicada em duas doses, com intervalo de três meses.

Vacinas que são fabricadas de forma semelhante: Tríplice Viral, Varicela, Febre Amarela – – porém não é utilizado outro vetor viral e sim o vetor viral da própria doença

> Janssen: também utiliza o adenovírus, com material genético da proteína S do Sars-Cov-2. Esse material é colocado dentro do adenovírus, que funciona como transportador. O corpo inicia o processo de defesa contra ele e produz anticorpos contra o invasor. Aplicada em dose única.

Vacinas que são fabricadas de forma semelhante: Tríplice Viral, Varicela, Febre Amarela – porém não é utilizado outro vetor viral e sim o vetor viral da própria doença

> Pfizer: ela não utiliza o vírus em si em sua composição, mas uma molécula, chamada RNA. A molécula leva para as células do corpo informações genéticas do vírus e ensina essas células a criar uma defesa contra o vírus, chamada de RNA mensageiro.

Vacinas que são fabricadas de forma semelhante: Hepatite B – é utilizado uma molécula de superfície, mas não o RNA

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), após a vacina da COVID-19, as pessoas também podem apresentar quadros de fadiga e calafrios: os sintomas podem aparecer no momento da aplicação ou entre 24 e 48 horas, e cessam em poucos dias. “Na maioria dos casos, as reações são leves, com duração de, no máximo, 48 horas, e não colocam em risco a saúde”, afirma Renata, lembrando que não há nenhuma relação entre reações pós-vacinas e diferentes fabricantes das imunizações. A indicação é observar os sintomas pós-vacina e procurar por atendimento médico caso os sintomas persistam por mais de dois dias ou se intensifiquem, independentemente da duração.

Sobre a Clínica Vacinne:

Com foco no diagnóstico, prevenção e controle de doenças, a Clínica Vacinne conta com uma gama completa de vacinas exigidas pelo Calendário Nacional de Vacinação, em um amplo e moderno espaço, possibilitando que todo o processo, desde a chegada, documentação e aplicação da vacina, aconteça da forma mais rápida possível, diminuindo o tempo de permanência na clínica e possíveis tensões. Anexo, um posto de coleta LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, realiza mais de dois mil tipos de exames e traz a segurança e excelência dos serviços prestados há 30 anos. A Clínica Vacinne fica no Ahú, na Av. Anita Garibaldi, 2075.

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