Em EP, André Abujamra recria hit oitentista, clássico de Paulinho Moska e composição de Pedro Luís que foi hit d’O Rappa

André Abujamra está preparando um álbum de intérprete com músicas que fazem parte da playlist de sua vida. Multi-artista e um dos principais nomes da música alternativa brasileira há 40 anos, ele continua a revelar faixas de “Duzoutruz, Volume 1”. Após recriar Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Chico César e Itamar Assumpção, ele lança um novo EP com parte do repertório do disco com “Beat Acelerado”, “Miséria S.A.” e “Lágrimas de Diamante”. O lançamento é do selo A Música Vive.

Ouça o EP “Duzoutruz (EP 02)”: https://tratore.ffm.to/duzoutruz02

Todas as faixas são frutos de memórias afetivas. “Beat Acelerado”, da Banda Metrô, faz uma ponte com o início da carreira do artista. “Miséria S/A” é um clássico carioca da década seguinte, composta por Pedro Luís e presente no “Rappa-Mundi” (1996), d’O Rappa. Já “Lágrimas de Diamante” é um sucesso do disco “Tudo Novo de Novo” (2003), de Paulinho Moska.

“O ‘Beat Acelerado’ tem a ver com os anos 80, quando comecei com Os Mulheres Negras. Eu sou amigo do Dany Roland, baterista da banda e da Virginie, que também participou do meu disco ‘Emidoinã’. ‘Miséria S/A’ do Pedro Luis é uma música que O Rappa tocava e eu, como fã dos dois, gosto muito. E ‘Lágrimas de Diamantes’ é do meu irmão Paulinho Moska, um dos meus melhores amigos. A gente se conhece desde os 13 anos e é uma música maravilhosa, aliás como tudo o que ele faz”, conta Abujamra.

Durante a pandemia e a finalização do seu último disco solo, André se dedicou a uma nova empreitada. “Já tinha terminado meu último disco solo e a ideia surgiu quando fiz uma versão simples de ‘Saiba’ para um post do Instagram. As pessoas gostaram muito e daí deu um click: Nunca havia gravado oficialmente músicas ‘duzoutroz’ como intérprete. Depois de gravar essa, me deu uma vontade enorme de seguir gravando outros compositores que admiro muito. Fui lembrando de músicas que sempre gostei e foi saindo uma lista boa. O critério de decisão foi descobrir o que me tocava o coração”, conta.

Filho de Antônio Abujamra, um gigante do teatro brasileiro, André herdou do pai o talento e a necessidade em provocar a ordem vigente, e em mais de 40 anos de carreira se firmou como uma das grandes mentes criativas da música do Brasil. Cantor, compositor, guitarrista, percussionista, pianista, produtor musical, ator, diretor de teatro e cinema, ele começou a se destacar em nível nacional nos anos 80 com o duo Os Mulheres Negras, com Maurício Pereira.

Em meados dos anos 90, estreou como líder, guitarrista e vocalista da banda Karnak, com repercussão internacional. Também arruma tempo para seus projetos experimentais como AbcyÇwÖk, Fat Marley e Turk e para trabalhar em mais de 70 trilhas sonoras para cinema e TV.

Seus discos solo incluem “O Infinito de Pé” (2004), “Retransformafrikando” (2007), “Mafaro” (2010), “O Homem Bruxa” (2015), “Omindá” (2018) e “Emidoinã” (2020). Responsável por todos os instrumentos e mixagem, Abujamra agora prepara o lançamento de “Duzoutruz, Volume 1” para o dia 11/08.

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