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Tecnologia do futuro? Veja em que a Internet das Coisas já é usada no dia a dia e no que ainda pode avançar

Pesquisa ainda afirma que 81% dos profissionais brasileiros acreditam usar a IoT no ambiente de trabalho em até cinco anos

Segundo uma pesquisa da Gartner, INC., líder mundial de pesquisas em tecnologia, o mercado mundial de Internet das Coisas (IOT), irá totalizar US$21,3 bilhões em 2022, isso representa um aumento de 22% em relação à perspectiva de 2021, que está em R$17,5 bi. O crescimento do mercado de IOT também é previsto pela Statista Research Department, que projeta que a base total instalada de dispositivos conectados à Internet das Coisas deverá atingir US$75,44 bilhões em todo o mundo até 2025.

Para o especialista em tecnologia e CEO da Manusis – startup curitibana de gestão de ativos que usa Internet das Coisas em sua solução-, Rodrigo Rotondo, no Brasil, o mercado de IOT, ainda que tímido, já está numa crescente considerável. “A viabilização da Lei da Internet das Coisas no país no início de 2021 e também a expectativa do 5G, fez com que muitas empresas se mexessem em relação a esta tecnologia. Tudo isso aliado, também, às expectativas do mercado, que são grandes para os próximos anos”, afirma.

Um estudo feito pela Dell e Intel, o Future Workforce Study, constata que 81% dos profissionais brasileiros acreditam que o uso da IoT nos ambientes de trabalho em até cinco anos. O principal benefício no uso de IoT nos ambientes de trabalho, citado por 60% dos entrevistados no Brasil, é o uso de tecnologias mais inovadoras nas empresas. Em seguida, 57% dos brasileiros indicam que essas soluções devem facilitar a conexão de equipamentos sem fio para compartilhar informações e conectá-los entre si; 37% apontam que devem permitir um uso mais eficiente da energia; 36% acreditam que tendem a permitir um melhor aproveitamento dos espaços de trabalho; e 23% apontam que a Internet das Coisas vai possibilitar a adaptação dos ambientes às preferências individuais (em termos de temperatura, alimentos, layout de mesas etc.).

Rotondo explica que a Internet das coisas já é muito usada no dia a dia, porém, sem que as pessoas percebam. “Máquinas de cartão, smart tvs, relógios smart, aplicativos de trânsito ou de saúde: tudo isso já faz parte da nossa rotina”, diz. “Com a democratização da tecnologia e também a implementação do 5G, acredito que a IoT passe a ser mais acessível a todos em poucos anos.”

O especialista adianta algumas tendências que vão se aprimorar com os anos.

1-        Ambientes inteligentes. “Hoje já vemos geladeira que avisa o que está faltando, além da própria Alexa – a assistente virtual. Algumas casas ou escritórios já controlam termostato e cortinas pelo celular e isso será cada vez mais viável”;

2-        Telemedicina. “Conversar com um médico de qualquer lugar do mundo nunca foi tão fácil. Segundo dados da Frost e Sullivan, a Internet das Coisas médicas têm potencial para atingir US$ 72 bilhões até 2021. Sem dúvidas, a pandemia acelerou o que já era tendência.”;

3-        Agrotech. “A tecnologia ajudará o agricultor a detectar a temperatura e a umidade do ar e ativar sistemas de irrigação, por exemplo, além de programar tudo com antecedência e tornar as plantações mais econômicas e sustentáveis”, afirma;

4-        Carros conectados. “Eles já existem, mas com uma internet melhor, o sistema será viável para mais gente em breve”, completa;

5-        Cidades inteligentes. “Além de melhorar a vida urbana em questões de segurança, social e cultural, as cidades inteligentes serão essenciais para melhorar a qualidade de vida e a sustentabilidade.”;

6-        Eficiência energética. “Muito tem se falado sobre economizar energia e com a internet das coisas é possível gerar uma economia considerável, por meio de iluminação inteligente, por exemplo, ligando um sistema de luz ao celular, controlando a intensidade dela no ambiente”;

7- Produtividade. “Na indústria global é sabido que paradas inesperadas ocasionam perdas da ordem de US$ 50 bilhões por ano. Nesse cenário, o monitoramento contínuo de máquinas e linhas de processos críticas podem garantir a redução dessas perdas em até 20% apenas como monitoramento e associado a um sistema especialista de gestão de ativos, esse número pode alcançar incríveis 50%”, finaliza.

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