Mapeamento indica que sair do estágio inicial e atrair investimento são os principais desafios no empreendedorismo social

Levantamento foi feito pela AGO Social, negócio que oferece programa de formação em Empreendedorismo Social. Inscrições ficam abertas até 12 de agosto

Entre os principais desafios enfrentados por empreendedores sociais brasileiros, ganham destaque a insegurança sobre como tirar a ideia do papel e a necessidade de capital para viabilizar a execução dos projetos ou expandir a atuação. É o que mostrou um levantamento realizado pela AGO Social, negócio que atua nas áreas de investimento, formação e conexões para o ecossistema de impacto. Entre os meses de junho e julho, foram consultados 158 empreendedores sociais de 74 cidades e 20 estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.

O questionário foi respondido durante as inscrições para a 1ª edição do evento Vozes do Empreendedorismo Social e dividiu os participantes em duas categorias: empreendimento em estágio inicial de implementação ou apenas em idealização; e negócios que estão em operação há pelo menos seis meses ou mais maduros, em fase de consolidação e expansão. Das 158 pessoas inscritas, 80 afirmaram que estão na fase inicial. A maior parte delas relatou ter duas grandes dificuldades: conhecer ferramentas que permitam tirar a ideia do papel e receber orientações para saber se estão no caminho certo.

“O sentimento de insegurança é muito comum nesta etapa, por isso, é fundamental ter uma rede de contatos e abrir relacionamentos para aprender com a experiência de outros empreendedores. Além disso, é muito importante começar pequeno, mas pensar grande, sabendo correr riscos calculáveis que permitam se adaptar ao longo do caminho”, explica o cofundador da AGO Social, Alexandre Amorim, considerado em 2018 um dos jovens mais influentes no terceiro setor do país, pela Forbes Under 30.

Investimento e expansão

Para os 78 empreendedores cuja iniciativa está em fase mais madura, a principal dificuldade é atrair investidores. Compra de equipamentos, desenvolvimento de plataformas digitais e criação de estratégias de marketing são algumas das atividades que demandam aporte financeiro para serem executadas, de acordo com as respostas. Apesar dos exemplos citados, a maioria desses empreendedores não conseguiu dizer como um possível aporte seria aplicado.

“Percebemos que muitos deles não expressaram de maneira clara e quantitativa como o investimento seria utilizado e como se reverteria em expansão de impacto. Isso, certamente, diminui as chances de conseguir apoio”, afirma Amorim.

Qualificação

Para ajudar empreendedores sociais que enfrentam esses e outros desafios, a Ago Social criou o Programa Empreendedorismo Social Na Real, que está com inscrições abertas até 12 de agosto e oferece bolsas de estudo parciais e integrais. Quem tiver alguma restrição financeira para realizar o curso pode entrar em contato pelo WhatsApp (41) 99511-8220. São oito semanas de aulas ao vivo sobre inovação social, pensamento empreendedor, viabilidade financeira, avaliação e investimento de impacto. A condução é feita por especialistas e empreendedores sociais como Matheus Cardoso (Moradigna), Juliana Mitkiewicz (Lab Cidades/Insper), Gustavo Fuga (4YOU2), Orlando Nastri (Instituto Votorantim) e Lina Maria Useche (Aliança Empreendedora).

Sobre a AGO Social

Criada pelos empreendedores sociais Alexandre Barbosa, Araceli Silveira e Alexandre Amorim, a AGO Social é um negócio que tem a missão de construir uma sociedade de impacto social, por meio de conhecimento, capital e conexões. Oferece formação profissional para quem atua ou quer atuar com impacto social e faz investimento em negócios sociais que estão no estágio inicial, além de fornecer mentorias e acompanhamento. Mais informações em www.agosocial.com.br

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