Tecnologia e dados significam soluções digitais, cidades inteligentes e oportunidades de negóciosos

Armando Kolbe Junior (*)

A Comissão Europeia considera uma cidade inteligente como “um local onde as redes e serviços tradicionais tornam-se mais eficientes com o uso de tecnologias digitais e de telecomunicações em benefício dos seus habitantes e empresas”. Então, para transformarmos uma cidade em cidade inteligente, precisamos difundir e disponibilizar novas tecnologias de forma maciça. A contribuição será atingir um nível de desenvolvimento urbano sustentável altíssimo e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Nesse contexto teremos cidades inteligentes usando a Internet das Coisas (IoT) na coleta de dados, em tempo real, para entender como os padrões de demanda estão mudando e conseguir responder com soluções mais rápidas e de menor custo. Em linhas gerais, podemos dizer que os ecossistemas das cidades mais digitais são projetados para atuar em estruturas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Ou seja, são conectadas inúmeras redes dedicadas de dispositivos móveis, geladeiras, televisores, sensores, carros conectados, gateways de comunicação, data centers, etc. Como alguns apregoam: “tudo” poderá estar conectado.

Uma pesquisa realizada pela empresa alemã Statista Research Department, especializada em dados de mercado e consumidores, aponta que teremos 75 bilhões de dispositivos IoT conectados no mundo em 2025, com um valor de mercado de aproximadamente US $ 1,6 trilhão ou mais. Se, em 2021, a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, segundo o portal WorldO’meter (site de referência que fornece contadores e estatísticas em tempo real para diversos tópicos), teremos quase 10 dispositivos por habitante na Terra lá em 2025.

Está crescendo o número de objetos interconectados. Por conseguinte, cresce o volume de dados exponencialmente. Quando esses dados são analisados localmente as cidades podem tomar decisões sobre quais mudanças ou novos projetos serão benéficos para os moradores. Além disso, com o advento do 5G, poderemos ter um alto número de conexões de forma simultânea: até um milhão por quilômetro quadrado.

A extrema simplicidade é o foco principal, além do baixo consumo de energia que possa garantir um maior tempo de operação. Outras questões como cobertura abrangente (que possa alcançar locais desafiadores) e maior densidade de conexões (para que as redes possam aguentar o grande número de dispositivos implementados para aplicações de IoT) podem vir a alavancar os negócios.

Perceba que, neste cenário, nossa sociedade terá o desempenho dos aplicativos IoT massivos e críticos, especialmente com a implementação das redes 5G e seus recursos alavancados pelas empresas. A Internet das Coisas massiva representa os dispositivos diários que usamos e como eles contribuem para melhorar nossas vidas. Seja conectando muitos dispositivos inteligentes em nossas casas, seja habilitando empresas para que possam, por exemplo, gerenciar mais facilmente uma frota de veículos, monitorando a eficiência e, com isso, baixando custos. A IoT crítica representa o potencial futuro para aplicações que serão utilizadas em grande escala.

Com o 5G poderemos eliminar um dos entraves no desenvolvimento da Internet das Coisas, demonstrando todo o seu potencial não somente no ambiente residencial, mas nas fábricas, edifícios públicos ou nas ruas. Startups, bem como iniciativa pública e privada, devem estar atentas para esse novo ecossistema de inovação que o 5G proporcionará. Mais que isso, devem colocar a “mão na massa” na construção de cidades mais inteligentes. Como? Somando tecnologia e dados. Auxiliando na construção e no uso de soluções digitais para desbravar novos caminhos para o desenvolvimento, para a implementação de novas aplicações como: uso mais eficaz de energia, monitoramento da qualidade do ar, gerenciamento de multidões e resposta de emergência, controle de tráfego, entre outros.

No Brasil, as pessoas se sentem bastante otimistas em relação a ter o próprio negócio, querem ir atrás de seus sonhos, porém sabemos que empreender não é uma tarefa fácil. Se não houver comprometimento, dedicação, muitos estudos, a tendência é o sonho virar pesadelo. Então, esse é o momento de ser um profissional qualificado para o que virá, pois o mercado está com grande demanda e as organizações já entendem a importância dos dados. Estejamos atentos às movimentações e necessidades do mercado, investindo em conhecimento. Os resultados virão.

(*) Armando Kolbe Junior é coordenador do curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital do Centro Universitário Internacional UNINTER

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